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Três barragens sangram após chuvas no Rio Grande do Norte

Açude Apanha Peixe sangrou nesta semana no RN (Crédito: Alexandre Barbosa)
Três mananciais no Rio Grande do Norte sangraram entre esta quarta (13) e quinta-feira (14) após as chuvas que caíram no estado, segundo o relatório de Volume dos Reservatórios divulgado nesta quinta pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn).

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Os reservatórios que sangraram foram:
açude Apanha Peixe, em Caraúbas, que completou 100% da capacidade nesta quinta. O manancial possui capacidade para 10 milhões de metros cúbicos.
açude Sossego, em Rodolfo Fernandes, com capacidade para 2.350.000 m³. Ele também começou a sangrar nesta quinta após subir 4% de um dia para o outro.

açude Corredor, localizado em Antônio Martins, que recebeu mais de 41% de recarga em comparação com a última segunda-feira e atingiu 100% da capacidade na quarta. O reservatório possui capacidade para 4.643.000 m³.

🔎 A "sangria" é um termo utilizado quando o reservatório hídrico chega à capacidade máxima e, em seguida, transborda.
Ao todo, o Igarn, que pertence ao governo do RN, monitora 69 mananciais responsáveis pela segurança hídrica dos municípios potiguares.

O relatório desta quinta indicou que as reservas hídricas do RN acumulam 52,34% da capacidade total. Ao todo, 36 reservatórios monitorados tiveram alguma recarga nas suas reservas hídricas.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) divulgou, também nesta quinta, que o estado registrou, entre fevereiro e abril de 2026, volumes de chuva acima da média histórica em grande parte das regiões (veja detalhes mais abaixo).

Barragem Apanha Peixe sangrou nesta semana no RN
Alexandre Barbosa/Divulgação/Igarn
19 mananciais estão com 100%
Segundo o Igarn, 19 mananciais estavam com 100% da capacidade nesta quinta. São eles:
Campo Grande, em São Paulo do Potengi;
os açudes públicos de Marcelino Vieira, Riacho da Cruz e Encanto;
Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes;
Beldroega, em Paraú;
Corredor, em Antônio Martins;
Apanha Peixe, em Caraúbas;
Curraes, em Patu;
Arapuã, em José da Penha;
Tesoura, em Francisco Dantas;
Inspetoria, em Umarizal;
Dinamarca, em Serra Negra do Norte;
e as lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.
Outros dois reservatórios estavam próximos de sangrar: Novo Angicos, em Angicos (98,03%); e Pinga, em Cerro Corá (94,13%).
Maiores barragens do RN
A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 44,51% da capacidade total. No levantamento anterior, o manancial estava com 44,29%.

Já a barragem de Oiticica, segundo maior manancial do RN, acumula 72,87% da capacidade total. Na segunda passada, o reservatório estava com 71,15% da capacidade. A barragem Santa Cruz do Apodi acumula 69,24% da capacidade total. No relatório anterior, estava com 65,50%. A barragem Umari, em Upanema, chegou a 64,15% da capacidade. No dia 11 de maio, estava com 61,62% da sua capacidade total.

Abaixo dos 10% de capacidade
Os reservatórios que permanecem com menos de 10% da sua capacidade são:
Itans, em Caicó (0,74%);
Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,13%);
Esguicho, em Ouro Branco (8,05%);
Dourado, em Currais Novos (4,53%);
Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,63%);
Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%);
Alecrim, em Santana do Matos (4,30%);
25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%);
Totoro, em Currais Novos (2,27%);
e Mundo Novo, em Caicó (4,45%).
Volume de chuvas
De acordo com o levantamento da Emparn, o acumulado médio de chuvas no RN entre fevereiro e abril foi de 404,4 milímetros, enquanto a média esperada era de 382,3 milímetros – um desvio positivo de 5,8%.

Segundo a Emparn, esse aumento é considerado dentro da normalidade, mas com resultados expressivos em diversas regiões potiguares.
Os maiores acumulados acima da média foram registrados nas regiões Oeste e Agreste:
no Oeste, o volume observado chegou a 507,6 milímetros, superando em 11,6% a média histórica para o período; o Agreste registrou acumulado de 325 milímetros, com desvio positivo de 15,6%.
Segundo a Emparn, a boa distribuição das chuvas ao longo dos meses favoreceu o desenvolvimento das atividades agrícolas, a recuperação das pastagens e a recarga dos reservatórios em várias regiões do Estado.
Outro fator considerado positivo pelos meteorologistas foi a ausência de veranicos prolongados -períodos superiores a sete dias consecutivos sem chuva – durante os meses analisados.

As condições oceânicas observadas ao longo do primeiro trimestre de 2026 contribuíram para esse cenário. Apesar disso, algumas áreas do Seridó Oriental apresentaram índices abaixo da média no período.
Previsão de chuvas para junho, julho e agosto
A previsão da Emparn para junho, julho e agosto no RN é de chuvas dentro da normalidade climática.
A meteorologia da empresa também alerta para a possibilidade de ocorrência de chuvas moderadas a fortes na faixa Leste e Agreste do Estado, devido ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Atlântico Tropical próximo ao litoral nordestino.
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