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Casa Branca diz que reunião Trump-Xi foi ‘boa’, mas não menciona Taiwan

Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim
A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (14) que a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, foi "boa", no entanto, não mencionou a questão de Taiwan em um comunicado que descreveu como foi o encontro.
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A postura contrasta com a do governo chinês, que afirmou que Xi alertou a Trump para o risco de um "conflito" entre EUA e China caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
O fato de Taiwan não ter sido mencionada no comunicado dos EUA é notório porque Washington e Pequim travam uma disputa silenciosa e de palavras no âmbito diplomático sobre a ilha asiática. Nessa disputa, os termos utilizados e a menção ou não da questão em documentos oficiais pode ter uma repercussão futura em ações de ambos os países.
O comunicado da Casa Branca disse também que Trump e Xi concordaram que o Irã nunca pode ter uma arma nuclear e que o Estreito de Ormuz —canal que liga o Golfo Pérsico ao resto do mundo, fechado pelo Irã desde o final de fevereiro por conta da guerra— "precisa continuar aberto". A China é um dos principais aliados do regime iraniano.
Ainda segundo a Casa Branca, Trump e Xi discutiram caminhos para aumentar a cooperação econômica entre os dois países e reduzir a entrada nos EUA de matéria-prima precursora para produção do fentanil.
Encontro entre Trump e Xi na China
Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
A reunião entre os dois líderes começou por volta das 23h, no horário de Brasília, de quarta-feira —final da manhã no horário local de Pequim. O encontro deixou as delegações dos dois países frente a frente e durou cerca de 2 horas e 15 minutos, segundo a Casa Branca.
Trump foi elogioso durante o encontro com Xi: disse que os EUA têm um "futuro fantástico" com a China por conta de sua relação com o presidente chinês, a quem chamou de "amigo e grande líder".
O Xi, por sua vez, disse que a China e os EUA não devem ser rivais, e sim parceiros, e que a relação entre os dois países será decisiva em um momento de incerteza e de “encruzilhada” global.
Segundo o líder chinês, Xi disse que os interesses comuns de ambos os países superam as diferenças e, por isso, é necessário se esforçar para superar o que ele chamou de "armadilha de Tucídides" e forjar um novo modelo de parceria entre as duas maiores potências do mundo.
Esta reportagem está em atualização.
Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em 14 de maio de 2026
Reuters

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