'Taxa das blusinhas': pesquisa interna que apontou rejeição de 70% foi determinante para revogação improvisada por Lula
Uma pesquisa interna realizada pelo Palácio do Planalto foi o estopim para a mudança repentina de postura do governo federal em relação à chamada "taxa das blusinhas" — a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50.
O levantamento identificou que a taxa possuía 70% de rejeição, consolidando-se como o item mais impopular entre todas as ações da atual gestão.
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "bater o martelo" e anunciar o fim do tributo ocorreu de forma improvisada nesta terça-feira (12).
Com a ausência de Haddad no dia a dia imediato das discussões no Planalto, a ala política viu o espaço necessário para convencer o presidente de que o impacto eleitoral negativo superava os ganhos fiscais.
Receio de ampliação da isenção
Apesar do alívio popular com a revogação, o governo agora monitora um novo risco no Congresso: a possibilidade de parlamentares tentarem estender a isenção ou reduzir impostos para as pequenas empresas do setor têxtil brasileiro.
Se essa pauta avançar, o impacto nas contas públicas poderá ser significativamente maior do que o previsto originalmente com o fim da taxa de importação, criando um novo "rombo" no orçamento federal.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República





