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Petroleiros cruzam Estreito de Ormuz em meio à tensão entre Irã e EUA

Entenda porque o cessar-fogo na Guerra do Irã é frágil
Três navios petroleiros conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz neste domingo (10), em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos. A região é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Segundo a agência Reuters, um navio do Catar carregado com gás natural passou pelo estreito pela primeira vez desde o início da guerra com o Irã e seguia para o Paquistão.

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A embarcação viajou sem incidentes e levava combustível importante para o país asiático, que vinha enfrentando apagões por falta de gás.
Apesar da travessia ter ocorrido normalmente, o clima na região continua instável. O Kuwait informou ter identificado drones considerados hostis em seu espaço aéreo nesta manhã, após dias de novos confrontos e ataques isolados que colocaram em risco um cessar-fogo firmado há cerca de um mês.
O Irã teria autorizado a passagem do navio do Catar como um gesto de boa vontade ao Catar e ao Paquistão, países que tentam ajudar nas negociações para reduzir a tensão no conflito.
Ao mesmo tempo, autoridades iranianas alertaram que navios de países que apoiam as sanções dos Estados Unidos podem enfrentar dificuldades para cruzar o Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos ainda aguardam uma resposta oficial do Irã sobre uma proposta para encerrar a guerra e iniciar negociações sobre temas mais delicados, como o programa nuclear iraniano. Segundo informações da agência, o presidente Donald Trump disse esperar uma resposta “muito em breve”.
A pressão por um acordo aumentou porque Trump deve viajar à China nesta semana. O conflito já provoca impactos no mercado global de energia e preocupa governos pelo risco de prejudicar a economia mundial.
Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passava pelo Estreito de Ormuz. Desde o início do conflito, o Irã passou a restringir parte da circulação de navios estrangeiros na região.
Parlamentares iranianos discutem um projeto para ampliar oficialmente o controle do país sobre o estreito, incluindo a possibilidade de barrar embarcações de países considerados inimigos.
Enquanto isso, os EUA tentam reunir apoio internacional para garantir a segurança da navegação na região, mas enfrentam resistência de aliados da OTAN, que não querem enviar navios militares sem um acordo de paz mais amplo.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiu o tema no sábado com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani. Já o Reino Unido informou que enviará um navio de guerra ao Oriente Médio para ajudar em uma possível missão internacional de segurança.
Ataques a petroleiros terão resposta 'pesada'
No sábado (9), a Marinha do Irã afirmou que responderá de forma “pesada” caso navios iranianos sejam atacados novamente pelos Estados Unidos.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o governo iraniano disse que mísseis e drones já estão posicionados e que as forças armadas aguardam apenas uma ordem para agir.
A ameaça acontece após os EUA bombardearem dois petroleiros iranianos na sexta-feira (8), durante o cessar-fogo entre os dois países. Segundo os americanos, os navios tentavam furar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz.
O Irã também acusou os EUA de atacar áreas civis próximas ao estreito e afirmou que não aceitará pressão militar durante as negociações. O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, criticou Washington e disse que o país ampliou seu estoque de mísseis desde o início da guerra.
Já o presidente Donald Trump minimizou os ataques e afirmou que a ação não violou o cessar-fogo.
Navios parados no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, no Irã
Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA

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