A floricultura de Scheila Hames foi aberta antes mesmo dos filhos, Kaique e Henrique Hames, de 21 e 19 anos, nascerem.
Reprodução/NSC TV
O convívio quase integral com a mãe não é um desafio para eles. pelo contrário.
"A gente passa muito tempo junto. Eu gosto passar tempo com a família, então basicamente a gente passa 24 horas por dia junto", disse Henrique.
"Às vezes é uma opinião diferente um do outro sobre alguma venda, algo assim, e acaba dando conflito. Mas a gente consegue resolver tranquilo também", afirmou.
Quando ser mãe e quando ser chefe?
Scheila também disse que precisou se adaptar e entender o momento de "ser mãe" e "ser chefe", mas admite que a intimidade com os filhos é um diferencial que facilita as trocas de conhecimento e ajudam a fazer o negócio crescer.
"Quando a gente está com pessoa 'estranha', às vezes a gente limita o que falar, o que tem que resolver. Com a família, não: a gente resolve, a gente dá propostas e eles falam como eles acham que é o certo. Enquanto se fosse um colaborador, às vezes ele fica quieto, ele não responde", comentou.
A psicóloga Rosa Maria explica que isso ocorre, muitas vezes, por uma questão de confiança.
"Se eu confio no meu filho, meu filho confia em mim, enquanto mãe e enquanto empreendedora, a relação fica muito mais forte.
"Eles podem estar discutindo de uma forma tão aberta que às vezes não é possível de falar com um colaborador que você não tem tanta liberdade. Mas esse vínculo familiar vem desde criança. Existe a confiança. 'Eu admiro a minha mãe, eu faço parte desse projeto e junto nós vamos crescer'. O negócio cresce e cresce muito", afirma.
🖊️📒 Descobrindo o melhor do outro
Foi vendo a mãe, Eva Fátima de Souza, comandar a papelaria que abriu no início do ano em Florianópolis que Lucas Souza descobriu um verdadeiro dom dela.
"Parece que aqui, atendendo principalmente o público infantil, ela se encontrou. A gente já viu ela fazer muitas coisas, sempre muito bem, com muito cuidado. Mas ela gosta muito de criança, desde sempre. Então, aqui ela se encontra com elas, conversa, brinca. É um atendimento diferenciado, é de conhecer pelo nome, de as crianças quererem vir falar com ela, ver o que tem de novidade", relatou.
A paixão pelo atendimento ao público foi um combustível para que Eva Fátima de Souza abrisse a primeira empresa aos 61 anos.
O sonho foi realizado ao lado do filho, o designer Lucas Souza, que conversa com fornecedores, faz artes para as redes sociais e fica no atendimento quando a mãe não pode estar.
Diferente do que se espera, Eva diz que não há discussões e que trabalhar com o filho é totalmente positivo.
"Nossa relação sempre foi forte, desde pequenininho. Eu lembro sempre até do exemplo do pediatra dele, que dizia que a gente tinha muita cumplicidade. E a gente tem essa cumplicidade até hoje. Então, em todas as etapas da minha vida, como da vida dele, é um fazendo parte da vida do outro em todos os momentos", disse.
Eva Fátima de Souza e o filho, Lucas Souza, trabalham juntos em papelaria de Florianópolis
Sofia Mayer/ g1
VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias





