ANTT aprova etapa de projeto ferroviário que pode conectar Sul de Minas ao Porto de Angra
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o primeiro chamamento público para exploração da infraestrutura do Corredor Minas-Rio, projeto ferroviário de 738 quilômetros que pode conectar Varginha e Lavras, no Sul de Minas, ao Porto de Angra dos Reis (RJ). A proposta prevê a recuperação de trechos atualmente inoperantes para transporte de cargas agrícolas e minerais.
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Agora, o processo segue para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Caso avance nas próximas etapas, o corredor ferroviário poderá criar uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola e mineral do Sul de Minas.
Segundo o projeto, o principal trecho liga Arcos (MG) a Barra Mansa (RJ), com aproximadamente 495 quilômetros. Também fazem parte da estrutura os trechos entre Varginha e Lavras, com cerca de 130 quilômetros atualmente inoperantes, além da ligação entre Barra Mansa e Angra dos Reis, com outros 107 quilômetros.
Governo de Minas assina protocolo de intenções que prevê retomada de ferrovia entre Varginha e Lavras
Seinfra / Divulgação
A proposta prevê a recuperação de partes da malha ferroviária que hoje estão sem utilização, além de melhorias em trechos já operacionais para permitir a integração completa do corredor.
Com a conclusão das etapas previstas, Varginha poderá ser conectada diretamente ao Porto de Angra dos Reis, criando uma nova rota para exportações do Sul de Minas, principalmente de cargas agrícolas e minerais. O prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, afirmou que o avanço do projeto representa um passo importante para o desenvolvimento logístico da região.
“Essa é uma importante notícia para Varginha, que vai se fortalecer ainda mais nas exportações, pois vamos ligar o porto seco ao porto marítimo. Ambas as modalidades são complementares e trazem mais eficiência ao comércio exterior”, afirmou.
Mapa de como seria o transporte do café por trem entre Varginha (MG) e Angra dos Reis (RJ)
Reprodução/Porto Seco
Ainda de acordo com Leonardo Ciacci, a expectativa é de que o corredor ferroviário contribua para geração de empregos, fortalecimento da economia regional e aumento da competitividade das exportações do Sul de Minas.
Após a análise do TCU, o modelo aprovado deverá servir de base para os demais chamamentos públicos relacionados aos trechos ferroviários envolvidos no projeto.





