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‘Me senti agredida e desrespeitada’, relata passageira escoltada para fora de voo da Latam por conta de carrinho de bebê

Viviane Carvalho Souza Araújo e o filho de 1 ano e 10 meses no aeroporto Arquivo pessoal/Reprodução
A advogada Viviane Carvalho Souza Araújo relatou ter passado por uma situação de constrangimento ao embarcar em um voo da Latam com o filho de 1 ano e 10 meses. O caso aconteceu na manhã do dia 4, em um voo de São Paulo para Brasília.

Segundo ela, o episódio ocorreu ainda na porta da aeronave e terminou com a presença da Polícia Federal e a retirada dos dois do avião. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp.
Viviane afirma que viajava sozinha, levando o bebê no colo, um carrinho dobrável — modelo permitido em cabine — e duas bolsas.

Ao chegar na entrada da aeronave, disse ter sido informada pela chefe dos comissários, de que o carrinho deveria ser despachado do lado de fora.
A passageira conta que explicou preferir levar o item na cabine devido à ausência de ajuda e pediu auxílio para acomodá-lo no bagageiro. “Eu não exigi nada. Pedi apenas ajuda para guardar o carrinho”, afirmou.

Segundo Viviane, a comissária negou o pedido, alegando regras da empresa e respondeu de forma ríspida. A advogada disse que reforçou tratar-se de uma situação específica, por estar com um bebê, e que pediu empatia.
Sem ajuda, ela seguiu até o assento. Um passageiro teria auxiliado a guardar o equipamento no bagageiro.
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Em nota (veja íntegra abaixo), a Latam informou que acionou a Polícia Federal após a passageira discordar das regras de segurança relacionadas à acomodação do carrinho de bebê.
A companhia afirmou ainda que Viviane foi realocada gratuitamente em outro voo e conseguiu viajar com o carrinho.
Por fim, a empresa destacou que adota procedimentos voltados à segurança de passageiros e tripulação e que seus funcionários são treinados para lidar com esse tipo de situação.

➡️De acordo com a Latam, o carrinho dobrável pode ser levado sem custo adicional na aeronave, desde que tenha espaço disponível na cabine. Caso contrário, devem ser enviados para o porão sem custo adicional.
🔎A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) destaca que passageiros com criança de colo são considerados Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). Nesses casos, o carrinho deve ir na cabine, se houver espaço; caso contrário, segue no porão e deve ser devolvido no desembarque.
"Me senti agredida e desrespeitada", relata Após se acomodar, Viviane relata que decidiu registrar uma reclamação e foi procurar um responsável pelo voo, enquanto gravava a abordagem.

Segundo ela, a comissária afirmou ser a chefe da equipe e insinuou que a passageira queria desembarcar, o que teria sido negado.
A advogada relata que foi ameaçada com o acionamento da polícia e, mesmo dizendo que não pretendia deixar o voo, a Polícia Federal (PF) foi chamada.

Dois agentes teriam entrado na aeronave e acompanhado a retirada dela e do filho, diante dos demais passageiros.

A advogada descreve a situação como “humilhante” e diz que pediu aos policiais que registrassem a ocorrência, mas foi informada de que eles estavam no local apenas para acompanhar o procedimento.
“Fomos escoltados como se tivéssemos cometido algum crime. Me senti agredida e desrespeitada, assim como meu filho. Nenhuma mãe deveria passar por esse tipo de constrangimento por pedir ajuda”, declarou.
Ainda segundo o relato, três passageiras se solidarizaram e ofereceram apoio, incluindo testemunho. Uma delas teria afirmado ter ouvido a comissária proferir um comentário ofensivo contra Viviane.
A advogada diz que, em nenhum momento, utilizou sua profissão para tentar privilegiar o atendimento e acredita que a informação possa ter sido consultada posteriormente pelos funcionários.
O que diz a Latam
"A LATAM Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal durante o embarque do voo LA3203 (São Paulo/Congonhas-Brasília), na segunda-feira (4/5), após a discordância de uma passageira em relação às normas de segurança da companhia para a acomodação do carrinho de bebê a bordo da aeronave.
Em razão do ocorrido, o voo em questão registrou atraso de 18 minutos. A passageira foi realocada gratuitamente no voo LA3004 da mesma rota, no qual prosseguiu viagem com o carrinho transportado conforme os parâmetros de segurança.
A LATAM reforça que todas as suas ações visam garantir a segurança dos passageiros e da tripulação e que seus tripulantes recebem amplo treinamento para lidar de forma cordial e profissional com diferentes situações a bordo. Por fim, a companhia reitera que adota todas as medidas operacionais e técnicas necessárias para assegurar uma viagem segura para todos."
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