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‘Quando Deus passou a mão na cabeça de um ungido com comportamento inadequado?’, diz pastora que criticou omissão à violência doméstica

A pastora Helena Raquel, que viralizou com um discurso em que aparece criticando a omissão de líderes religiosos em temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro da igreja, criticou nesta quarta-feira (6) a distorção teológica de que líderes religiosos estariam imunes a punições devido a uma suposta "unção". Bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp "Quando foi que Deus passou a mão na cabeça de um ungido que tenha tido um comportamento inadequado? O pedófilo não é ungido, é criminoso. Havia uma distorção de que alguém precisa continuar sendo reverenciado como um ungido, sendo um abusador, continuar sendo honrado como ungido, sendo um destruidor de vidas de crianças, um pedófilo. Então primeiro eu ataquei essa questão para que as pessoas pudessem despertar dessa interpretação bíblica errada", disse em entrevista ao Estúdio i da GloboNews. Helena Raquel é líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV) no Rio de Janeiro. Seu discurso foi feito durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC). O evento reúne milhares de cristãos presencialmente e alcança milhões por meio de transmissões on-line, sendo considerado um dos encontros missionários mais influentes do meio evangélico brasileiro. Um dos trechos do discurso compartilhado nas redes atingiu 11 milhões de visualizações no Instagram até terça‑feira (5). No recorte, a pastora se dirige especialmente a mulheres cristãs que sofrem violência em relacionamentos abusivos. “Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você. Você precisa ter coragem para sair, denunciar e buscar um lugar seguro. E não acredite em pedidos de desculpa, porque quem agride mata". Vídeos em alta no g1 Helena Raquel defende que crimes como a pedofilia não devem ser protegidos por interpretações bíblicas equivocadas ou pelo corporativismo religioso, defendendo o afastamento imediato de agressores. A pastora aborda como o conceito de submissão é distorcido para manter mulheres em situações de violência e cobra uma postura de proteção por parte dos homens. "Se isso não for explicado, vai dar a entender que a mulher tem que ser submissa a um delinquente, submissa ao abusador, submissa a um violento […] é maldade deliberada e constitui-se em um problema grave que atrapalha os ensinos que eu e tantas outras mulheres e homens estamos trazendo de saudável nas igrejas". Pastora diz para mulheres denunciarem agressores em evento evangélico em SC Redes sociais/ Reprodução GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi

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