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Justiça Federal de Santos aplica ‘Lei Antifacções’ em investigação contra MC Ryan SP; entenda

MC Ryan SP Reprodução/YouTube A 5ª Vara Federal de Santos determinou, nesta quarta-feira (6), a aplicação de um regime processual mais rigoroso nas investigações que envolvem o artista Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP. A decisão do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho estabelece a incidência imediata da chamada "Lei Antifacções" (Lei nº 15.358/2026) no âmbito da Operação Narco Fluxo. A medida atende a um pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apresentaram indícios de que o grupo investigado atua em apoio a organizações criminosas "ultraviolentas", especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Joia e apologia ao crime Por que Pablo Escobar ainda fascina, 30 anos depois de sua morte? Entre os principais elementos que sustentam a decisão, o magistrado destacou a apreensão de uma joia em ouro na residência de MC Ryan SP. O objeto tem gravada a figura de um "renomado narcotraficante internacional" sobre o mapa do Estado de São Paulo. Além disso, a investigação aponta que Ryan seria o suposto agenciador de João Vitor da Costa Minervino, o "MC Black da Penha". Minervino foi preso recentemente em Fortaleza (CE) por apologia ao Comando Vermelho em suas músicas. Vínculos com lideranças A decisão também cita a existência de mensagens e transferências bancárias que relacionam o grupo de Ryan a lideranças faccionadas, como: Maurício Silveira Zambaldi, o "Dragão"; Sérgio Luiz de Freitas Filho, o "Mijão", apontado como um dos chefes do PCC atualmente foragido. O documento menciona ainda vínculos familiares dos investigados com Eduardo Magrini, o "Diabo Loiro", descrito como figura central em outras operações contra o crime organizado na Baixada Santista. Colar com imagem de Pablo Escobar dentro de moldura com o mapa de São Paulo Divulgação/PF Estrutura empresarial De acordo com o Ministério Público Federal, o estratagema criminoso utiliza estruturas empresariais e financeiras "sofisticadas" para viabilizar operações ilícitas e ocultar bens. A Polícia Federal identificou, por exemplo, o uso de placas adulteradas e veículos ligados a empresas de fachada. Próximos passos Com a aplicação do Marco de Combate ao Crime Organizado, o processo ganha mecanismos para conferir maior celeridade e organização à persecução penal, diante da alta complexidade do caso. O juiz determinou o envio de cópias da decisão aos relatores de pedidos de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). O caso tramita sob segredo de justiça. O g1 tenta contato com a defesa de MC Ryan SP. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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