Fonte original: G1 Política
Senadores que integram a CPI do Crime Organizado no Senado protestaram nesta terça-feira (7) contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que desobrigou o depoimento do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).
Na sexta (3), o ministro do STF André Mendonça concedeu uma liminar que transformou a obrigatoriedade de comparecimento de Ibaneis em um ato facultativo. O ex-governador havia sido convocado pela CPI. Nesses casos, a presença geralmente é obrigatória.
Nesta terça, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), disse que o Supremo tem inviabilizado o trabalho do colegiado.
“Quando é pra agir de forma contundente contra pobre e preto as leis funcionam. Quando a gente tenta fazer apuração de qualquer conduta sobre colarinho branco, crime de corrupção, envolvendo agentes políticos… A Advocacia do Senado está recorrendo de todas as decisões que estão inviabilizando”, afirmou.
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O presidente disse que decisões recentes do Supremo, que já invalidou a quebra de sigilo bancário de uma empresa do ministro Dias Toffoli, não são razoáveis e representam uma afronta ao cidadão brasileiro. “Quem nada deve nada teme”, afirmou Contarato.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), também criticou o fato de o STF tornar facultativo depoimentos e quebras de sigilo aprovadas pela CPI.
“Como diz o presidente Contarato, no Brasil a lei pena só vale para preto e pobre. Essa é a verdade”, afirmou.
Membro da CPI, o sen…




