Fonte original: G1 Política
A sucessão de golpes políticos no estado do Rio de Janeiro deixou ministros do STF perplexos. Há um consenso de que é necessário buscar uma saída jurídica para garantir eleições limpas no estado. Já há ministros debruçados para encontrar essas alternativas dentro da lei.
O mais recente golpe aconteceu ontem. A Alerj escolheu seu presidente sem observar recomendações do TSE.
O Tribunal de Justiça do Rio anulou nesta sexta-feira (27) a sessão que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj e determinou a suspensão dos atos da eleição, ao entender que o processo só poderia ocorrer após a retotalização dos votos pelo TRE, conforme decisão do TSE que cassou o mandato de Rodrigo Bacellar.
Foi um golpe no governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, que sequer foi avisado de que haveria uma eleição. Estavam no plenário da Alerj secretários do seu governo, nomeados por Castro, pressionando deputados por votos. Ou seja, secretários de Estado trabalhavam numa eleição que o chefe deles nem sabia.
É fato que o desembargador Ricardo Couto cometeu um erro político, já que não é do ramo.
Ele se preparou para conduzir a sucessão como se fosse um conclave, com santos homens definindo quem sentaria no trono do Palácio Guanabara. Já percebeu — porque é republicano, mas não ingênuo — que está conduzindo uma eleição para o Sindicato da Vigarice Eleitoral.
O primeiro golpe foi dado pelo ex-governador Cláudio Castro. Ele renunciou um dia antes de ser cassado para garanti…



