Fonte original: G1 Política
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) que não se tomem o que ele chamou de “decisões açodadas” por conta da dispara do preço do petróleo, que, se não revertido, contaminará a inflação (via alta dos preços dos combustíveis).
Questionado por jornalistas se a forte alta no preço do petróleo não pode prejudicar a intenção do Banco Central de iniciar o processo de corte de juros na próxima semana, ele lembrou os primeiros dias do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump — posteriormente revertido em parte.
“Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas. Você lembra no caso do tarifaço? No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira que o Brasil finalmente ia se render ao império do norte, que ia ter que aceitar as exigências deles em relação ao Bolsonaro e nada disso aconteceu”, disse Haddad.
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O ministro, no entanto, acrescentou que o Banco Central é autônomo em suas decisões sobre a taxa de juros, ou seja, independente, tanto do governo quanto do mercado.
“Nós temos uma doença [inflação], um remédio [taxa de juros], e o que a Banco Central faz é administrar a dose. É só isso. Não faz outra coisa a não ser administrar a dose. Com base no quê? Nos dados, nas expectativas e tal. Então, o Banco Central é independente, porque ele tem uma metodologia de trabalho que ele vai seguir. Entendeu? Agora, vamos ver o que vai acontecer. …





