Fonte original: G1 Política
A juíza da 13ª Vara Cível de Brasília, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Vanessa Maria Trevisan, foi categórica ao falar sobre a forma suspeita escolhida pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, e o “ecossistema Master” — como ela denomina as pessoas e fundos ligados a ele — para comprar ações do Banco de Brasília (BRB).
Eles viraram acionistas do banco fazendo uma compra pulverizada de ações — quando a aquisição é dividida entre muitos CPFs, CNPJs ou fundo diferentes.
A informação de que Daniel Vorcaro; o ex-sócio do Master, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur; compraram ações do BRB como pessoas físicas e se tornaram acionistas foi revelada pelo Jornal Nacional e pelo blog no dia 3 de fevereiro.
A juíza afirmou que o formato da compra de ações visava dificultar o rastreamento dessa operação (leia mais abaixo).
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“Essas operações permitiram que os próprios agentes investigados por participação no denominado ‘ecossistema Master’ passassem a integrar o capital social do autor, por meio de estruturas pulverizadas e fundos de investimentos, com a utilização de interpostas pessoas, com o objetivo de dificultar sua rastreabilidade pelos agentes reguladores”, afirmou na decisão.
Além disso, a juíza verificou, ao bloquear a venda dessas ações, que a compra delas cresceu exponencialmente de 2024 para o fim de 2025, após o escândalo do Mast…




