Fonte original: G1 Política
O Carnaval acabou, mas não serviu para melhorar o clima dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ministros da Corte, o ambiente segue tenso e com muita desconfiança entre eles depois do vazamento e suspeita de gravação das reuniões sobre o ministro Dias Toffoli e o caso Master.
“Não dá para esquecer o que aconteceu somente porque passou o Carnaval. A reunião foi gravada e foi tudo muito sério. Quebrou-se a confiança interna”, alerta um integrante do STF.
A dúvida é se o presidente do Supremo, Edson Fachin, vai abrir investigação para descobrir o que aconteceu.
Para aumentar a temperatura, a PF fez uma operação durante as festas carnavalescas a partir de um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes.
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O resultado pode ser explosivo e muito importante para elucidar ataques ao Supremo, mas a iniciativa de incluir todos os ministros no rol dos supostos alvos de espionagem desagradou colegas de Moraes.
A Polícia Federal apura se sigilos de ministros do STF e parentes foram quebrados ilegalmente para venda de dados ou uso político. Ou até as duas coisas ao mesmo tempo.
A depender das descobertas, o clima dentro do Supremo pode ficar ainda mais quente e contaminar de vez o ano eleitoral, principalmente se prevalecer a linha do uso político.
Prédio do STF, em Brasília
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Vítimas
O inquérito foi aberto por Moraes, mas as ações desta semana foram solicitadas pelo procurador-geral da Repú…


