Fonte original: G1 Política
Cresce pressão para suspeição de Toffoli no Caso Master
O relatório da Polícia Federal (PF), que trouxe menções sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli nos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, aumentou a pressão para que tenha início uma suspeição da relatoria do ministro no caso do banco Master.
No texto enviado diretamente para o presidente do STF, Edson Fachin, a PF não pediu a suspeição de Toffoli. O documento apresenta trechos do regimento interno do STF que tratam sobre a declaração de suspeição e um artigo da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) que fala sobre indícios de crimes cometidos por magistrados.
🔎 Suspeição é um instrumento jurídico que questiona a imparcialidade de um magistrado. Esse conceito pode ser aplicado quando há indícios de vínculo ou interesse que possam comprometer a isenção do juiz em um determinado processo.
Há algumas maneiras de solicitar o início desse tipo de processo. Ele pode ser pedido:
pelo Procurador-Geral da República;
pelo presidente do Supremo Tribunal Federal;
pela defesa dos acusados;
ou ainda pode ser autodeclarado, ou seja, o próprio ministro envolvido pode se declarar suspeito de atuar. E não necessariamente por haver alguma ilegalidade, mas por razões de foro íntimo.
A partir do momento em que uma dessas partes faz o pedido de suspeição, há um rito que deve ser seguido.
Primeiro, o processo é analisado pelo presidente do STF, que pode simplesmente rejeitá-lo, o que não altera a…




