Fonte original: G1 Política
Toffoli e caso Master: investigadores falam em ‘reset’ da República
Investigadores do caso Master consideram que a situação do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito no STF ficou insustentável e fazem um alerta: o material colhido até aqui tem potencial para, nas palavras deles, “resetar” a República.
Nesta quarta-feira (11), a direção da Polícia Federal (PF) entregou ao ministro Fachin, presidente do STF, um relatório da perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master investigado por fraudes financeiras bilionárias.
Havia no celular menções a Toffoli. O conteúdo não foi detalhado.
Como o blog revelou, ao entregar o relatório, a PF citou um artigo da Lei Orgânica da Magistratura que trata de situações que envolvem indícios de crimes cometidos por magistrados.
Diz o parágrafo único do artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura, que rege o funcionamento do Poder Judiciário:
“Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação”.
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Segundo investigadores, a PF apura se houve pagamentos a Toffoli relacionados a Vorcaro e ao Master.
O blog apurou que a PF não pediu a suspeição de Toffoli – ou seja, que ele seja declarado suspeito para relatar o processo –, embora tenha citado na mensagem entregue ao STF…


