Fonte original: G1 DF
O que já se sabe sobre as mortes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal
As duas técnicas de enfermagem suspeitas de envolvimento na morte de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, também devem responder por homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Para os investigadores, embora não tenham aplicado diretamente as substâncias letais, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva tinham conhecimento das ações do colega, presenciaram e deixaram de agir para impedir os crimes.
Pela legislação brasileira, se confirmadas, essas condutas caracterizam participação por omissão.
A polícia sustenta que, ao não comunicarem os fatos nem adotarem providências para interromper as condutas, elas contribuíram para a morte dos pacientes.
Entenda
Amanda Rodrigues de Sousa, Marcos Vinícius Silva e Marcela Camilly Alves são os três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes na UTI do Hospital Anchieta.
TV Globo/Divulgação
No Brasil, quem auxilia na prática de um crime responde pelo mesmo delito que o autor.
O Código Penal brasileiro adota a “teoria monista”, que enquadra no mesmo tipo penal todos os que colaboram para o fato criminoso.
A diferença está na intensidade da pena, que pode ser menor para quem teve participação reduzida.
Mesmo nesse tipo de situação, o Código Penal considera que deixar de agir pode ter o mesmo peso que agir.
➡️ De acordo com a Polícia Civil, as duas técnicas de enfermagem sabiam quais subs…



