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Em encontro com jovens, Obama pede que Israel reverta isolamento


Obama discursa no Centro de Convenções de Jerusalém para universitários
Foto: BAZ RATNER / REUTERS

Obama discursa no Centro de Convenções de Jerusalém para universitáriosBAZ RATNER / REUTERS

  Em um discurso firme e apaixonado para dezenas de estudantes  universitários em Jerusalém, o presidente Barack Obama pediu nesta quinta-feira  que Israel reverta o que chamou de “onda de isolamento” e reconheça que será  necessário um compromisso para garantir a paz e a segurança duradouras no país.  O líder americano voltou a afirmar que os Estados Unidos são o melhor amigo e o  principal aliado de Israel, e que a única maneira de o país prosperar é por meio  de um acordo de paz com os palestinos.

Obama não fez exigências explícitas a Israel, mas disse que seu povo deve  compreender que ações como a construção de assentamentos judaicos em territórios  palestinos podem prejudicar as chances de reiniciar as negociações de paz.

– Os israelenses devem reconhecer que a atividade de assentamento contínuo é  contraproducente para a causa da paz, e que uma Palestina independente deve ser  viável – afirmou o presidente.

Ao ser interrompido por um estudante durante seu discurso, Obama respondeu em  tom de brincadeira:

– Isso faz parte do diálogo vivo sobre o qual nós estamos falando. Não me  sentiria confortável se não houvesse ninguém para me interromper – disse. – Na  verdade, nós combinamos essa situação para que eu me sentisse em casa – concluiu, arrancando aplausos dos expectadores.

Obama está em sua primeira visita como presidente a Israel. Ele falou para os  estudantes depois de uma viagem para a Cisjordânia, onde se encontrou com o  presidente palestino, Mahmoud Abbas – que exige o congelamento dos assentamentos  para voltar a discutir o processo de paz.

Em pronunciamento ao lado líder palestino, em Ramallah, o presidente  americano criticou os assentamentos judaicos e disse que as colônias  representavam um impasse à causa da paz. No entanto, ele fez uma crítica à  política de Abbas, defendendo que a expansão das ocupações não deveria impedir  as negociações.

Já o líder palestino indicou que não pretende abrir mão de suas pré-condições  para o diálogo. Após o discurso de Obama, Abbas atacou com mais ênfase as  colônias, descrevendo os assentamentos como ilegítimos e crimes contra o direito  internacional. Informações de O Globo e agências internacionis.

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