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Farra dos bandos de mascarados pode estar no fim

Do blog Balaio do Kotscho

Bem agora que Caetano Veloso resolveu dar o seu apoio, até fantasiando-se com uma camiseta preta como os “black blocs”, a farra e a impunidade dos bandos de arruaceiros mascarados que infernizaram a vida dos brasileiros nas últimas semanas pode estar chegando ao fim.

As autoridades de segurança de vários Estados parecem finalmente dispostos a agir para combater e prender os vândalos que transformaram o 7 de setembro num desfile de arruaças e violência em 11 capitais brasileiras. Dos 335 manifestantes presos no sábado, 26 continuavam detidos no domingo, o que pode significar o início do fim da impunidade.

De acordo com levantamento publicado na Folha desta segunda-feira, o maior número de prisões foi feito no Rio de Janeiro, com 77 casos, vindo em seguida Brasília, com 50. O Rio, que foi o Estado mais dura e longamente atingido pela violência dos protestos, foi o primeiro a tomar providências mais sérias para combater a onda de vandalismo,

Na mesma quinta-feira, dia 5, em que Caetano Veloso foi à sede do coletivo de jornalismo Mídia Ninja para aderir aos encapuzados e criticar a decisão das autoridades de proibir o uso de máscaras nas manifestações, a 27ª Vara Criminal de Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de três membros dos Black Blocs detidos na véspera. Com isso, eles deverão ficar presos até o dia do julgamento, acusados por formação de quadrilha e incitação à violência. O processo corre em segredo de Justiça.

“Encontramos vários materiais, máscaras, faca, artefato de ação perfurante de múltiplas pontas conhecido como jacaré. Quando analisamos a página dos Black Blocs encontramos um comando para multiplicar esse objeto. Isto é uma ação criminosa”, justificou a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha.

“É uma violência simbólica proibir o uso de máscaras. Dia 7 de Setembro todos deveriam ir às ruas mascarados”, conclamou Caetano Veloso no Facebook do Mídia Ninja. Em seu blog oficial, o veterano compositor tentou explicar:

“É um momento muito embolado no cenário brasileiro. O 7 de setembro vem com uma ameaça de risco de criação de instabilidade séria. Imagino como será em Brasília. Não que a decisão de não cassar o mandato de Donadon ajude. Mesmo assim, devemos manter a ideia de sair às ruas pela paz”.

Caetano deu uma de Fernando Collor ao pedir que todos fossem às ruas de verde e amarelo em seu apoio e o povo apareceu vestido de preto, em 1992, quando renunciou para não ser cassado. O profeta baiano imaginou tudo errado nas suas previsões. Poucos, muito poucos brasileiros, fora os bandos de arruaceiros mascarados, que tentaram até invadir o desfile militar no Rio, saíram às ruas pela paz para comemorar o Dia da Independência. Ninguém falou em Donadon e não há nenhum risco de instabilidade, a não ser para as fachadas de bancos e lojas de carros que continuaram sendo alvos dos “manifestantes”.

É melhor Caetano Veloso voltar a só cantar para desembolar o meio de campo.

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