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Recuperação da Saritur põe 40 linhas de ônibus de BH sob alerta

Belo Horizonte –  O Grupo Saritur, que teve o pedido de recuperação judicial autorizado pela Justiça de Minas, terá um prazo de 60 dias para apresentar um plano aos seus credores, que poderá ser aprovado ou rejeitado. O grupo reúne mais de 40 empresas de transportes, inclusive controla a concessionária S&M Transporte S/A, que integra o Consórcio BH Leste, atuante no serviço de transporte público na capital.
A Prefeitura de BH acompanha a situação de perto e promete fiscalização rigorosa. O processo também preocupa o sindicato dos trabalhadores da categoria, que teme demissões. O impacto pode vir para os usuários.
A empresa opera de forma exclusiva ou compartilhada, de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), quase 40 linhas na capital: 511, 705, 740, 806, 807, 810, 811, 814, 823, 825, 826, 832, 901, 902, 9103, 9104, 9205, 9209, 9210, 9411, 9550, 5502C, SC04B, 51, 63, 66, 68, 82, 83D, 83P, 85, 808, 1031, 6031, 6350, 3501A, 8001A e SC04A. Dessa lista, pelo menos duas aparecem no ranking como as linhas com mais reclamações em 2026 – 66 (no quinto lugar) e 6031 (ocupa o terceiro lugar).
Uma possível falência da Saritur pode representar mais problemas para os usuários do transporte e as reclamações podem aumentar ainda mais.
Dados obtidos pelo Metrópoles junto à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) mostram que atrasos, motoristas que passam direto pelos pontos, veículos mal conservados, ar-condicionado sem funcionar e longos períodos de espera estão entre as principais queixas dos passageiros.

O que a Justiça determina sobre a recuperação financeira

Suspensão de 180 dias das ações e execuções
Proibição de apreensão de ônibus, chassis, garagens, oficinas e outros bens
Valores recebidos pelas empresas devem ser depositados em suas contas, para ser utilizado em despesas essenciais: pagamentos de salários, compra de combustível e manutenção dos veículos

Obrigações da Saritur
Em um prazo de 60 dias, a empresa tem que apresentar um plano de recuperação judicial. Nesse plano deve constar quais as ações que serão implementadas para reorganizar as contas e pagar as dívidas. Se a for rejeitado ou se a empresa não apresentar o plano, a Justiça decretará a falência do grupo.
Durante esse período, uma administradora judicial acompanhará o processo, fiscalizando o cumprimento de tudo que foi determinado pela Justiça. Essa administradora é a representante formal dos credores.
A Saritur foi procurada para se manifestar a respeito do processo de recuperação financeira, mas optou por não falar a respeito.

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