Vereador suspeito de estupro é investigado na Câmara e na Polícia Civil em SP
A Câmara de Sertãozinho (SP) tem 90 dias para apresentar o relatório de uma comissão processante que investiga o vereador Antonio Cesar Peghini, o Cesinha (PL), suspeito de estuprar uma mulher dentro do próprio gabinete.
A vítima afirma que o episódio ocorreu em junho, após ela procurar o parlamentar em busca de ajuda para conseguir um emprego. Segundo o depoimento, as conversas sobre trabalho teriam evoluído para investidas de cunho sexual por parte do vereador, que teria agendado o encontro no gabinete em um horário específico em que estaria sozinho.
Ela apresentou mensagens onde o parlamentar teria dito que dispensaria mais cedo a secretária e a orientado a chegar às 17h para o encontro. Após o ato, ela afirma ter saído em estado de choque e até dado carona ao vereador por se sentir coagida.
Mensagem atribuída a vereador sobre encontro com mulher que denunciou estupro na Câmara de Sertãozinho (SP).
Reprodução/EPTV
O que será investigado na Câmara?
A Câmara investigará quebra de decoro parlamentar e má conduta de improbidade administrativa.
Uma comissão composta pelos vereadores Juan Luis Flores Bertuso, José André Roberto Mazer e Marília Gabriela Fernandes da Silva conduzirá os trabalhos.
Eles analisarão documentos, mensagens de celular, imagens das câmeras de segurança do prédio e ouvirão testemunhas, além da própria vítima e do denunciado. O grupo tem um prazo de até 90 dias para concluir o relatório.
O que pode acontecer com o vereador na Câmara?
Ao final dos trabalhos da comissão, um relatório será submetido a votação no plenário, que pode levar à cassação do mandato do vereador, caso as provas sejam consideradas contundentes, ou ao arquivamento do processo.
Câmara Municipal de Sertãozinho (SP).
Reprodução/EPTV
Como estão as investigações na Polícia Civil?
O caso também é investigado pela Polícia Civil, mas como suspeita de crime contra a dignidade sexual.
No âmbito desse inquérito criminal, a Justiça concedeu medidas protetivas à favor da vítima, proibindo Cesinha de manter contato ou de se aproximar dela, de familiares e testemunhas a uma distância mínima de 300 metros.
O que diz o vereador?
O vereador Antonio Cesar Peghini nega todas as acusações de estupro e afirma ser inocente. Ele nega que tenha havido qualquer ato sexual sem consentimento e afirma que não houve promessa ou intermediação de emprego para a denunciante.




