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O que muda para os passageiros no 2º dia de greve dos ferroviários

Passageiros que utilizam a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentam, nesta quarta-feira (5/8), o segundo dia de greve dos ferroviários, que afeta a circulação de trens na Grande São Paulo. A paralisação continua nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, enquanto o Metrô amplia a operação, iniciando as atividades a partir das 4h, para reduzir os impactos aos usuários.
A principal mudança continua concentrada nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. As linhas 11 e 12 operam parcialmente, com circulação restrita em alguns trechos, enquanto a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto permanecem sem funcionamento. A orientação da CPTM é para que os passageiros consultem a situação da operação antes de sair de casa e, sempre que possível, utilizem rotas alternativas.
Já quem utiliza outras linhas da malha ferroviária não deve encontrar alterações. A Linha 10-Turquesa funciona normalmente, assim como as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela iniciativa privada. O Metrô também segue operando normalmente e reforçou a oferta de viagens com trens extras, abertura antecipada das estações às 4h e aumento do efetivo nas estações Palmeiras-Barra Funda, Brás e Corinthians-Itaquera.
9 imagensFechar modal.1 de 9Estação Brás da CPTMGabrielle Gonçalves/Metrópoles2 de 9Estação Brás da CPTMGabrielle Gonçalves/Metrópoles3 de 9Trânsito em São PauloWilliam Cardoso/Metrópoles4 de 9Trânsito em São PauloWilliam Cardoso/Metrópoles5 de 9Trânsito em São PauloWilliam Cardoso/Metrópoles6 de 9Trânsito em São PauloRodrigo Freitas/Metrópoles7 de 9Trânsito em São PauloRodrigo Freitas/Metrópoles8 de 9Trânsito em São PauloRodrigo Freitas/Metrópoles9 de 9Trânsito em São PauloWilliam Cardoso/Metrópoles

Como fica a operação nesta quarta-feira (5/8)

Linha 11-Coral: operação parcial entre Luz e Guaianases.
Linha 12-Safira: operação parcial entre Brás e Itaim Paulista.
Linha 13-Jade: sem operação.
Expresso Aeroporto: sem operação.
Linha 10-Turquesa: operação normal.
Linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda: operação normal.
Metrô: funcionamento normal, com reforço na operação.
Rodízio municipal: suspenso durante todo o dia para veículos com placas finais 5 e 6.
Paese: 128 ônibus em circulação para auxiliar os passageiros.

Entenda a greve
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite desta terça-feira (4/8). A medida, aprovada em assembleia na tarde de segunda (3/8), atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
Mais cedo, lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil. O encontro terminou sem acordo entre as partes.
Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
Falhas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade
Na madrugada do dia 23 de julho, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo, foi interrompida devido a uma falha provocada por ocorrência de fogo em um trem. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão.

O serviço nas três linhas, além do Expresso Aeroporto, havia sido assumido pela concessionária Trivia Trens dois dias antes. Desde então, ao menos seis falhas no serviço foram registradas.
Os problemas começaram na inauguração, em duas estações que, anteriormente, eram administradas pela CPTM, empresa estatal. No dia 22, a estação Brás estava com funcionamento reduzido e ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação. A Barra Funda também teve funcionamento reduzido, tendo um dos trens em operação esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.

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