A Prefeitura de São Paulo informou, na noite desta terça-feira (4/8) que o rodízio de veículos seguirá suspenso na capital nesta quarta-feira (5/8), em função da continuidade da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A suspensão valerá para os dois períodos: das 7h às 10h e das 17h às 20h, para carros com finais de placas 5 e 6.
Apesar da suspensão para automóveis, demais restrições existentes na cidade serão mantidas:
Rodízio de veículos pesados (caminhões);
Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões;
Zona de Máxima Restrição aos Fretados.
A Prefeitura de São Paulo acrescentou que, em relação ao transporte público municipal, não serão liberadas as faixas exclusivas de ônibus.
Em relação a pacientes com consultas e exames que tenham sido afetados pela greve da CPTM na terça e na quarta, a administração municipal também informou que todos os procedimentos serão reagendados, e que as próprias unidades de saúde entrarão em contato com os pacientes.
CPTM acusa sindicato de descumprir efetivo mínimo durante greve
A CPTM acusou os ferroviários de operarem abaixo do efetivo mínimo no horário de pico nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de trens durante a greve que afetou as linhas de transporte na manhã desta terça-feira, na capital e na Grande São Paulo.
Segundo a companhia de transportes, na véspera da greve, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a operação nas três linhas ocupasse ao mínimo 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, o que não teria sido respeitado. Em caso de descumprimento, foi fixada a multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
Além disso, a CPTM lamentou a greve: “Mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”.
10 imagensFechar modal.1 de 10Estação Paraíso das Linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô teve aumento de passageiros por conta da greve da CPTMIsabela Thurmann/Metrópoles2 de 10Por conta da greve na CPTM, algumas estações do Metrô tiveram maior número de passageirosEnzo Marcus/Metrópoles3 de 10Estação Penha da Linha 3-Vermelha do Metrô no sentido Barra Funda com maior número de passageirosEnzo Marcus/Metrópoles4 de 10Enzo Marcus/Metrópoles5 de 10Enzo Marcus/Metrópoles6 de 10Estação Itaquera da Linha 3-Vermelha do Metrô na manhã desta terçaEnzo Marcus/Metrópoles7 de 10Enzo Marcus/Metrópoles8 de 10Henrique Machado/Metrópoles9 de 10Henrique Machado/Metrópoles10 de 10Vagão de metrô lotado durante greve da CPTM em São Paulo nesta terça-feira (4/8)Enzo Marcus/Metrópoles
Reivindicações da greve
Nessa segunda (3/8), lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo do estado na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes. Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve para a data atual, caso não houvesse avanço nas negociações.
Entre as reivindicações, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.


