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Governo de SP condena continuidade de greve dos ferroviários: “Injustificável”

O governo de São Paulo categorizou como “injustificável” a continuidade da greve dos ferroviários, anunciada na noite desta terça-feira (4/8). Em nota divulgada no fim desta noite por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), a gestão estadual manifestou “absoluta reprovação” à decisão, afirmando que ela “impõe graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais&#8221.
“Os impactos da greve extrapolaram o sistema ferroviário e comprometeram a mobilidade de toda a maior região metropolitana da América Latina. A paralisação levou à suspensão do rodízio municipal de veículos na capital e contribuiu para o registro de 720 quilômetros de congestionamento no período da manhã, penalizando milhões de paulistas&#8221. afirmou o governo na nota.
Ainda de acordo com o comunicado divulgado pela Secom, a justificativa apresentada pelo sindicato para a continuidade da greve “não é verdadeira&#8221. pois não haveria demissões em curso decorrentes do processo de concessão.
“Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos&#8221. defendeu o governo.
“Ao insistir na paralisação, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa qualquer reivindicação trabalhista e se concentra na defesa da reestatização de serviços concedidos, conferindo caráter eminentemente político ao movimento.”

Reivindicações da greve
Nessa segunda (3/8), lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo do estado na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes. Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve para a data atual, caso não houvesse avanço nas negociações.
Entre as reivindicações, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.

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