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Ex-assessor de Weverton Rocha tem coleção de relógios apreendida

Uma coleção de relógios de luxo foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na residência de Julio Cadimo Costa Nobriga, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito da terceira fase da Operação Shadow Shark, na última quinta-feira (30/7).
A coluna Na Mira teve acesso aos detalhes do acervo recolhido pelos agentes na casa do ex-assessor investigado por participação em esquema milionário de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

1 relógio de pulso da marca Panerai, modelo Luminor GMT, acompanhado de caixa preta;
1 relógio da marca TW Steel, nas cores prata e preta;
1 relógio da marca Invicta, modelo Force Branco, nas cores azul e prata;
1 relógio da marca Garmin, modelo Forerunner 235, nas cores preta e vermelha;
1 relógio da marca Natan, nas cores preta e prata.

A proximidade do senador Weverton Rocha com o ex-assessor Julio Cadimo Costa Nobriga, leva a crer que as investigações da PCDF e da PF podem se entrelaçar em algum momento.
Familiares do parlamentar foram alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (4/7), em uma nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador ligada ao esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF apura operações suspeitas envolvendo a esposa do senador.
Contato próximo
Julio Nobriga trabalhou diretamente para o senador Weverton por cerca de seis anos. Ele foi nomeado no gabinete do parlamentar em outubro de 2019, passou para a Quarta-Secretaria do Senado em agosto de 2022, migrou para a Segunda-Secretaria em fevereiro de 2023 e foi exonerado em fevereiro de 2025, acompanhando o parlamentar ao longo de todo esse período no Senado Federal.
A ação que apreendeu os relógios foi deflagrada por policiais civis da Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV). Nesta nova etapa da Operação Shadow Shark, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão nas regiões de Águas Claras e do Itapoã, no Distrito Federal.
Além dos relógios, foram apreendidos telefones celulares, computadores, mídias digitais, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Todo o material passará por análise técnica e pericial.
Prisão de contador
A Operação Shadow Shark é um desdobramento das investigações que, em maio deste ano, levaram à prisão do contador Cleônides de Sousa Gomes. Na ocasião, Cleônides foi flagrado e preso ao deixar uma agência bancária na Asa Sul, em Brasília, carregando R$ 1 milhão em espécie distribuídos em dez pacotes lacrados com dinheiro, além de documentos financeiros e empresariais.
Em depoimento, o contador admitiu que colocava sua estrutura bancária e empresarial à disposição de terceiros para movimentar recursos financeiros, recebendo pagamento pelas operações. Segundo a Polícia Civil, o aprofundamento das investigações revelou a existência de uma estrutura criminosa organizada para ocultar e dissimular a origem de recursos ilícitos.
As apurações apontam que empresas eram utilizadas para emitir notas fiscais eletrônicas, boletos bancários e outros documentos empresariais simulados com o objetivo de conferir aparência de legalidade às transações financeiras. Os investigadores também identificaram uma clara divisão de funções entre os integrantes do grupo criminoso.

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