O suspeito foi preso em Várzea Grande (MT) durante operação
Reprodução
Um homem foi preso em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por aplicar um golpe de R$ 1,09 milhão contra uma idosa no Distrito Federal. A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), realizada simultaneamente em quatro estados.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após a vítima denunciar que havia sido enganada por criminosos que se passaram por funcionários da concessionária de energia elétrica. Eles informaram que a idosa teria direito a um suposto ressarcimento financeiro.
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Na sequência, outros integrantes do grupo se apresentaram como servidores do Banco Central e policiais federais. Eles convenceram a vítima de que sua conta bancária estaria sendo utilizada por criminosos e que seria necessário adotar medidas para proteger o patrimônio.
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Sob orientação dos golpistas, a idosa realizou diversas transferências bancárias para contas indicadas pelo grupo, compartilhou a tela do celular, alterou senhas e autorizou novos dispositivos nos aplicativos bancários. O prejuízo chegou a R$ 1.099.000.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Segundo a investigação, seis pessoas são suspeitas de integrar o esquema criminoso.
Organização criminosa
Segundo a polícia, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções, uso coordenado de diversos números de telefone e contas bancárias utilizadas para pulverizar os valores obtidos nas fraudes. As investigações também identificaram empresas de fachada que teriam sido usadas para ocultar o dinheiro desviado.
A análise técnica revelou que diferentes linhas telefônicas utilizadas durante os golpes estavam vinculadas aos mesmos aparelhos celulares, indicando atuação conjunta dos investigados. Além disso, a polícia identificou ligações entre as chaves Pix utilizadas nas transferências e contas bancárias de alguns dos suspeitos.
Ainda conforme a polícia o mesmo modo de atuação foi identificado em outros golpes registrados no Distrito Federal, utilizando os mesmos números telefônicos e falsas identidades.
Um dos mandados de busca foi cumprido na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri (RJ), onde um dos investigados já estava preso. Segundo a polícia, ele continuava participando da aplicação dos golpes mesmo detido.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1,099 milhão em contas de pessoas apontadas como responsáveis por ocultar os recursos obtidos com as fraudes.
