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TRF-2 mantém condenação por tráfico internacional de ‘Playboy’, que recebeu 29 carregadores de fuzil pelos Correios

Os 29 carregadores de fuzil AK-47 foram apreendidos em 2023
Reprodução
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região manteve a condenação de Diego Basílio Ribeiro, conhecido como Ratão ou Playboy, a 13 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo crime de tráfico internacional de munição de arma de fogo.
Ele está preso desde novembro de 2023, logo depois de ter recebido em casa, num condomínio de classe média em Vargem Grande, na zona sudoeste do Rio, uma encomenda dos Correios com 29 carregadores de fuzil AK-47 importados da Polônia.

A decisão da 1ª Turma Especializada do TRF-2 foi unânime. Os desembargares seguiram o voto da relatora, Simone Schreiber, que rejeitou os recursos do Ministério Público Federal – que requeria aumento da pena para 17 anos de prisão – e dos advogados do réu – que pediram a absolvição por falta de provas, e a anulação do processo por cerceamento de defesa.
Agora no g1
Carregadores no lugar de filtros de piscina
A investigação começou quando a Receita Federal identificou que a declaração de conteúdo da encomenda dos Correios era falsa. Em vez de filtros de piscina, na verdade o pacote transportava os carregadores de fuzil.
A Receita comunicou à Polícia Federal, que acompanhou de forma velada a entrega da encomenda no endereço indicado. A ação controlada foi informada à Justiça.
Diego Basílio Ribeiro, de 36 anos, conhecido como Ratão ou Playboy, foi condenado a 13 anos e 6 meses de prisão pelo crime de tráfico internacional de munição
Reprodução
Destinatário morto
Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal, o pacote tinha como destinatário Ricardo Fernandes, mas foi Diego quem apareceu na portaria do condomínio e assinou o recibo de entrega dos Correios.

Durante a investigação, a Polícia Federal descobriu que Ricardo já era falecido.
Em seu interrogatório, Diego alegou que, no dia dos fatos, estava esperando chegar um relógio que disse ter comprado pela internet. Ele disse que tinha os comprovantes da aquisição do relógio, mas segundo a sentença, nunca os apresentou.
Ostentação
No celular de Diego, que foi apreendido no dia da prisão, a PF encontrou o rastreamento e acompanhamento do trâmite do desembaraço aduaneiro de uma carga advinda da Polônia. Também foram achadas diversas fotos dele exibindo grande quantidade de dinheiro em espécie, carros de luxo e viagens ao exterior.
No interrogatório, Diego também disse que sua boa condição financeira advém de herança familiar, mas que não declara imposto de renda, que possui um pet shop na comunidade do Terreirão, no Recreio, Zona Oeste do Rio, e que compra e vende carros.
Em setembro de 2013, Diego Ribeiro foi preso numa investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre envolvimento de jovens de classe média com uma facção criminosa.

Segundo a investigação, Diego atuaria como uma espécie de "braço" dos criminosos fora das favelas. Ele foi absolvido pela Justiça por falta de provas.
A GloboNews tanta contato com a defesa de Diego Ribeiro.

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