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Conta de luz no Pará pode subir 7,60% a partir de sexta, 7, afirma Dieese-PA

Para Everson Costa, supervisor técnico do Dieese, "a energia elétrica tem um comportamento diferente da maioria dos produtos".

"O primeiro impacto é direto, quando o consumidor recebe a conta de luz mais cara em casa e isso é captado imediatamente pelos índices de inflação, como o IPCA e o INPC. O segundo impacto é indireto: como comércio, supermercados, padarias e indústrias usam muita energia, eles acabam repassando essa alta para o preço final dos produtos e serviços", explica.
O aumento ocorre em um momento delicado para os trabalhadores locais. Embora a inflação tenha dado sinais de desaceleração em alguns meses de 2026, o custo de vida, especialmente o preço dos alimentos, continua comprometendo uma fatia significativa da renda de quem ganha até um salário mínimo.
Paradoxo energético
O reajuste também reacende o debate sobre uma contradição histórica apontada pelo DIEESE/PA, que é Pará ser um dos maiores produtores de energia elétrica do país, abrigando grandes usinas hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional (SIN). Apesar da riqueza de recursos, a população local continua pagando tarifas elevadas.
Um levantamento histórico realizado pelo órgão revela que, entre 2016 e 2025, a tarifa residencial acumulou uma alta de 81,62%, enquanto a inflação oficial medida pelo INPC no mesmo período ficou em torno de 56%.
Na prática, mesmo os trabalhadores que tiveram salários reajustados integralmente pela inflação perderam poder de compra para arcar com a conta de luz ao longo da última década, segundo o Dieese.
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