Em 1970, o engenheiro de robótica japonês Masahiro Mori propôs um conceito chamado vale da estranheza: quando um personagem de animação ou um robô tem características semelhantes às de um humano (como a forma de andar, o número de dedos e alguns detalhes no rosto), mas claramente não é um de nós, tendemos a ter mais empatia por ele. No entanto, a partir do momento em que essa semelhança passa a ser “perfeita demais”, porém com alguns defeitos artificiais, o comum é sentir estranhamento e até repulsa.
A ideia de Mori ainda é uma hipótese e nunca foi de fato comprovada cientificamente. No entanto, até os dias atuais, ela norteia a forma como as maiores produtoras de filmes criam suas obras.
“Quando assistimos a filmes de estúdios como Disney e Pixar, normalmente conseguimos criar uma empatia muito grande com os personagens justamente porque eles não tentam reproduzir um ser humano de forma absolutamente realista”, explica o neurocientista Leandro Freitas Oliveira, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB).





