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Plataforma colaborativa reúne dados sobre a fauna e flora brasileira

O Brasil é um dos países com a maior biodiversidade do mundo — Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa são recheados de fauna e flora únicas. Para catalogar as espécies, o governo conta com a ajuda da população.
Abastecida por centros de pesquisa, museus, coleções biológicas e iniciativas de ciência cidadã, o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) junta dados sobre animais e plantas para subsidiar tanto a formulação de políticas públicas voltadas para a conservação quanto o avanço de pesquisas científicas em diversas áreas.

Espécies mais registradas no SiBBr Pitangus sulphuratus – Bem-Te-Vi
Coragyps atratus – Urubu
Thraupis sayaca – Sanhaço-Cinzento
Columbina talpacoti – Rolinha
Patagioenas picazuro – Asa-Branca
Coereba flaveola – Cambacica

Como ajudar na catalogação de espécies brasileiras
Viu uma espécie diferente e quer mandar o registro para a base de dados? O caminho é simples: basta registrar imagens, sons e a maior quantidade de informações possível sobre a espécie no iNaturalist, uma rede social para compartilhamento de observações sobre animais, insetos, plantas e micróbios.
Em seguida, compartilhe o registro com o SiBBr — as instituições parceiras irão analisar a entrada para identificar o organismo e colocá-lo na plataforma.
“Após a devida revisão e atenção à qualidade desses dados, como, por exemplo, a identificação do organismo, localidade correta de registro e datas, é possível que as informações ajudem a prever impactos ambientais advindos de projetos de infraestrutura, avaliem impactos de mudanças climáticas, além de prever a distribuição de animais invasores e o declínio de distribuição de espécies”, explica o biólogo Reuber Brandão, professor do departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília e membro da Rede Biota Cerrado (CNPq).
A partir do acervo disponível na plataforma, é possível também identificar áreas relevantes para a criação de unidades de conservação, regiões sensíveis aos impactos humanos e planejar a ocupação territorial, o uso e o acesso de recursos naturais.
Cláudia explica que, na prática, essas informações fundamentam decisões estratégicas, como a criação e gestão de áreas protegidas e os impactos na saúde pública, já que a plataforma fornece um subsídio para o licenciamento ambiental, prevenção contra espécies exóticas invasoras e ações de vigilância contra zoonoses. Além disso, o SiBBr serve de base para estudos do IBGE, como a Avaliação dos Dados sobre a Biodiversidade Brasileira.
“Resumidamente, a plataforma transforma registros científicos isolados em dados oficiais que orientam políticas públicas, otimizam o uso de recursos e fortalecem a soberania ambiental do Brasil”, destaca.

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