Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Reprodução / JN
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma nova investigação contra o filho mais velho do presidente Lula por suposto tráfico de influência.
A Polícia Federal apura se o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuou para favorecer empresários junto à Dataprev, empresa pública responsável pelas bases de dados da Previdência Social e outros programas sociais.
A PF investiga os crimes de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, um dos empresários investigados pela relação com Lulinha é Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa chamada 3Structure It.
A polícia chegou até Cleber Ribas de Oliveira por causa da relação dele com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, suspeito de comandar um esquema de desvios no INSS.
Em fase anterior da Operação Sem Desconto, que apura esses desvios, a PF afirmou que os vínculos existentes entre Cleber Ribas, Erik Marinho e Antônio Camilo necessitam ser mais profundamente esclarecidos, a fim de confirmar ou afastar a eventual participação de Cleber nos atos de lavagem de capitais perpetrados por Antônio e Erik.
Constam, ainda, em diálogos interceptados entre Antônio e Roberta Luchsinger, referências a um indivíduo identificado como “Cleber na DATA”, apresentado como alguém que assumiria projetos conduzidos por Antônio.
A polícia também fala em "registros de transferência de valores entre empresas de Cleber e Roberta. Diante desse contexto, a real participação de Cleber permanece como importante lacuna investigativa".
Erik Marinho, citado nas investigações, é segundo suplente de senador, e Roberta Luchsinger é empresária, amiga pessoal de Lulinha.
Dataprev
Reprodução / JN
Esse é o segundo inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça para apurar suspeitas contra o filho do presidente Lula.
Na última quinta-feira (30), Mendonça determinou que a PF investigue se Lulinha atuou para tentar abrir portas do Ministério da Saúde ou mesmo do Gabinete da Presidência em favor do "Careca do INSS".
Nesse caso, a Polícia Federal quer apurar possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência. Segundo a PF, as suspeitas não têm relação com as fraudes do INSS.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele e o empresário Cleber Ribas são amigos.
Disse ainda que está à disposição das autoridades e que Fábio Luis não cometeu qualquer tipo de irregularidade.
A defesa afirmou, por fim, que vai pedir rigorosa apuração sobre o que chamou de “vazamentos seletivos e criminosos”.
A defesa de Cleber Ribas afirmou que nem ele nem a empresa dele possuem qualquer contrato com a Dataprev ou relação comercial com Fábio Luís Lula da Silva, embora os dois sejam amigos.
A defesa de Erik Marinho disse que ele não tem relação com Cleber Ribas e que espera há sete meses acesso à investigação.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes disse que não teve acesso ao inquérito e desconhece a acusação.
A Dataprev informou que não possui contrato com a empresa 3Structure-IT, e que prestará as informações necessárias às autoridades.





