Segundo ele, esse tipo de fotografia permite registrar a luz emitida ou refletida por astros e outros objetos que pode ter viajado por milhões ou até bilhões de anos antes de chegar aos equipamentos utilizados para fazer a imagem.
"A astrofotografia não é apenas a captura de uma imagem, é o registro da arqueologia do universo através da Luz. Devemos pensar que a fotografia é a captura de fótons (as partículas de luz) que foram emitidos ou refletidos há frações de segundo. As câmeras capturam fótons que viajaram por minutos, anos ou até bilhões de anos no vácuo do espaço para atingir o nosso sensor", disse.
A principal diferença entre uma fotografia comum e uma imagem astronômica está, segundo o especialista, na quantidade de luz disponível e no tempo necessário para registrá-la. Enquanto cenas do cotidiano geralmente têm iluminação suficiente para serem captadas em frações de segundo, a astrofotografia exige equipamentos e técnicas capazes de registrar fontes de luz muito mais fracas.
"A diferença fundamental está no tempo e na intensidade da luz. No dia a dia, fotografamos ambientes saturados de luz, onde o sensor precisa de milissegundos para registrar a cena. Na astrofotografia, lidamos com fluxos extremamente tênues de fótons vindos desde a Lua, por exemplo, até fontes incrivelmente distantes, como galáxias e nebulosas. Fotografar o céu é, literalmente, congelar momentos de diferentes épocas do universo e poder contemplar isso pela arte da astrofotografia", explicou.
Para Nyêrdson, quem tem interesse em começar na astrofotografia não precisa necessariamente investir de imediato em equipamentos profissionais. Segundo ele, celulares atuais já permitem fazer alguns registros do céu, e a prática pode evoluir gradualmente conforme o fotógrafo adquire novos equipamentos.
O astrofotógrafo acredita que o contato com a observação do céu também pode aproximar mais pessoas da ciência. Foi dessa forma que, segundo ele, a curiosidade que existia desde a infância acabou se transformando em um hobby e, posteriormente, levou ao reconhecimento de uma de suas imagens pela NASA.
"A dica que eu dou para quem sonha em iniciar na astrofotografia amadora é que comece com o equipamento que você tem. 'Ah, mas eu só tenho um celular'. Tudo bem, um celular também serve. Você consegue fazer imagens de paisagem, da Via Láctea e tudo mais apenas com o seu celular. Depois você vai avançando aos poucos, adquirindo equipamento melhor. Tudo é um processo. Toda aprendizado é válido", finalizou.
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