Corpo encontrado em contêiner no Porto de Santos segue sem identificação; PF tem o DNA
O corpo encontrado em um contêiner em um navio no Porto de Santos(SP) segue sem identificação quase três anos após a descoberta. O cadáver, em estado avançado de decomposição, foi detectado por um scanner de segurança no dia 14 de setembro de 2023 e o caso repercutiu em todo o país.
A principal pista para solucionar o caso é o DNA do homem, que está sob custódia da Polícia Federal (PF). Como não há registro de suas impressões digitais no Brasil, o material genético é a esperança das autoridades para identificar o cadáver, caso algum familiar apareça para realizar o confronto.
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A embarcação saiu de Singapura e atracou em 1º de setembro de 2023 no Porto de Tanger, no Marrocos, quando o contêiner foi embarcado. O navio também passou pela Costa do Marfim, onde as portas da caixa foram lacradas até serem abertas em Santos.
Polícia Federal tem o DNA de corpo encontrado em contêiner no Porto de Santos, SP
Diego Bertozzi/TV Tribuna e Getty Images via BBC (imagem ilustrativa)
Ao g1, o delegado de Polícia Federal Edson Patrício do Nascimento explicou que as investigações apontaram que o homem teria embarcado no contêiner durante a passagem do navio na Costa do Marfim. Por este motivo, acredita-se que ele nasceu ou morava no país africano.
"A morte teria ocorrido por alguma circunstância relacionada a [pessoa] ter ficado presa no contêiner durante a viagem até Santos. [Sobre] a identidade, a investigação não conseguiu apontar por se tratar de diligências necessárias lá na Costa do Marfim", afirmou o delegado.
Edson destacou que tentou obter os dados necessários via cooperação internacional, mas não teve retorno da polícia da Costa do Marfim até o momento. A embaixada do país africano também não respondeu à equipe de reportagem.
PF tem o DNA Inteligência artificial e ondas de calor ajudaram fiscais a encontrarem corpo dentro de contêiner vazio
Reprodução
O g1 teve acesso ao resultado do exame necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande (SP) que apontou a causa indeterminada para a morte e foi inconclusivo para identificação do cadáver. A polícia não sabe o motivo dele ter entrado ou sido colocado dentro do contêiner.
Apesar disso, o corpo foi descrito no laudo como sendo um homem adulto, de 1,60 metro, com a pele preta e os cabelos curtos, pretos e crespos. O DNA dele está sob custódia da PF até que as investigações identifiquem o cadáver ou a causa da morte.
Anteriormente, o IML informou ao g1 que o corpo permanecia como desconhecido por conta da ausência de registro dactiloscópico no Brasil. Ou seja, esta seria a primeira vez que o indivíduo com esta genética era identificado no país.
Ainda segundo o IML, caso um familiar da vítima apareça, o material genético coletado pode ser confrontado e, com isso, o cadáver identificado.
Imagens fortes
Reprodução
Escaneamento apontou a presença de uma silhueta de corpo humano dentro de contêiner no Porto de Santos, SP
Receita Federal/Divulgação
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