Fiscalização interditou restaurante que operava sem autorização da Vigilância Sanitária.
PJC
Um restaurante localizado na Avenida Carmindo de Campos, no bairro Jardim Paulista, em Cuiabá, foi interditado pela terceira vez após ser flagrado funcionando sem autorização da Vigilância Sanitária, nesta sexta-feira (31). Durante a fiscalização, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária constataram que o estabelecimento continuava preparando alimentos sem corrigir as irregularidades sanitárias que motivaram as interdições anteriores.
A primeira interdição ocorreu em 14 de julho, quando uma inspeção identificou falta de higiene na área de manipulação de alimentos, acúmulo de sujeira em equipamentos, pisos e tubulações de gás, além de problemas estruturais. Também foi constatado vazamento de esgoto nos fundos do imóvel.
Outro problema apontado foi a qualidade da água utilizada no restaurante. Exames anteriores identificaram a presença de coliformes na água empregada no preparo dos alimentos e na produção de gelo. Até o momento, o responsável pelo estabelecimento não apresentou um novo laudo que comprove a potabilidade da água.
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No dia 17 de julho, fiscais retornaram ao local para verificar se as irregularidades haviam sido sanadas. Durante a vistoria, constataram que os problemas permaneciam e que os cartazes de interdição haviam sido retirados, enquanto o restaurante seguia em funcionamento. Na ocasião, a interdição foi mantida e novos avisos foram afixados.
Na nova fiscalização, realizada na sexta-feira, equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária verificaram que o restaurante continuava preparando alimentos, apesar de não ter recebido autorização para retomar as atividades. Desta vez, o cartaz de interdição não havia sido retirado, mas estava coberto por folhas de papel, impedindo sua visualização pelos consumidores.
Os fiscais também confirmaram que permaneciam as sujidades em equipamentos, no piso e nas tubulações de gás, além do vazamento de esgoto e da ausência do laudo que atestasse a qualidade da água utilizada.
Durante a operação, o proprietário não foi encontrado. Apenas funcionários estavam no local e informaram que atuavam como freelancers.
A interdição foi renovada, e o responsável foi novamente advertido, por meio de seu representante, de que o restaurante só poderá reabrir após corrigir todas as irregularidades e obter autorização expressa da Vigilância Sanitária.
Segundo a Polícia Civil, caso o estabelecimento volte a funcionar sem cumprir as exigências e sem a liberação do órgão sanitário, serão adotadas medidas judiciais, e o responsável poderá responder criminalmente pelo descumprimento das determinações.





