Na época, ele já falava sobre disputar o Senado, e pretendia integrar a chapa da Frente Popular de Pernambuco. Porém, sua candidatura competia com diversos outros nomes no grupo, como o do senador Humberto Costa (PT), da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e do então ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).
A situação tornou-se depois que, em fevereiro, ele e seus parentes tornaram-se alvos da Operação Vassalos, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema criminoso de desvios de emendas parlamentares.
Dias depois, ele rompeu com João Campos e disse que o União Brasil "ficou refém" de um projeto que excluiu o partido. O grupo político dos Coelho passou, então, a integrar a base de apoio da governadora, com quem Miguel passou a participar de agendas políticas e de entregas de obras em todo o estado.
Além dele, o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) era tido como postulante à vaga no Senado na chapa de Raquel Lyra. Nos meses seguintes, no entanto, o nome de Eduardo da Fonte começou a ganhar musculatura política para a disputa pelo Senado, e passou a ser incluído nas pesquisas de opinião para o pleito, chegando ao terceiro lugar nas intenções de voto.
No fim de junho, a federação fez uma reunião em que aprovou o nome de Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado, já que o PP detém maioria dos filiados entre os dois partidos. A decisão foi ratificada pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, mas desautorizada pelo dirigente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.
Com isso, o imbróglio seguiu. Os dois partidos se reuniram diversas vezes com a governadora Raquel Lyra, mas nada foi definido até o último fim de semana de convenções partidárias.
Calendário de convenções
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
presidente;
governador;
Senado (duas vagas por estado);
deputado federal;
deputado estadual.
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