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Liberdade, proteção e ‘irmandade’: o que as mulheres do Capital Moto Week encontraram pilotando em duas rodas

Liberdade, proteção e 'irmandade': o que mulheres motociclistas encontraram pilotando
Elas estão em todos os lugares: nas motos, nas estradas, na produção, nos estandes e nos palcos do Capital Moto Week (CMW), em Brasília. As mulheres ocuparam de vez o motociclismo, seja na garupa ou no guidão.

Quando Juliana Jacinto passou a integrar a organização do festival, em 2009, cerca de 98% do público era formado por homens. Mais de uma década depois, agora como CEO do CMW, ela diz que sua equipe é composta por 65% de mulheres.
"Isso vem crescendo ao longo dos anos e a relação com os homens é muito positiva. Porque existe na natureza, no DNA dessa irmandade uma proteção, um cuidado e muito respeito com todos os gêneros", diz Juliana (veja vídeo abaixo).
Organizadora do Capital Moto Week fala sobre participação feminina no motociclismo "Na pauta feminina, a gente já conseguiu caminhar bastante. Aqui ela é mais avançada, porque você vê mulheres em todos os lugares. E isso me deixa muito feliz, muito orgulhosa."
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'Irmandade'
Lilian Carvalho, do motoclube Divas sobre Rodas
Reprodução/G1
A servidora pública Lilian Carvalho, do motoclube "Divas sobre Rodas", conta que evitava o barulho das motos e não entendia por que tanta gente gostava daquele universo. Até então, ela andava só na garupa do marido.
Hoje, aos 47 anos, Lilian pilota e define o motociclismo em uma palavra: "irmandade".

"A gente sempre incentiva que outras mulheres também venham participar, porque a gente pode estar em qualquer setor da sociedade. E mesmo a gente não tendo adquirido isso ao longo da nossa juventude, mesmo depois dos 40 eu cheguei aqui, aprendi a andar de moto e conheci várias mulheres incríveis em um mundo sensacional, familiar e de colaboração e respeito", declara Lilian.
Já para Priscila Helena, de 35 anos, a paixão pelas motos começou cedo.

Aos 18 anos, ela tirou a carteira para pilotar, contrariando a vontade do pai. "Meu pai falou que mulher não pilotava moto. Aí de raiva eu disse: 'Não! Eu vou pilotar.'"
"A sensação é de liberdade, conhecer os lugares, perder o medo. A minha moto é muito potente, então o pessoal olha e fala: 'É do seu marido?'. E eu falo: 'Não! É minha!'", diz Priscila.
Cristina Simone, de 46 anos, conta que entrou para o mundo do motociclismo por causa do marido. Hoje, ela, o marido e os filhos dividem o mesmo hobby nas estradas.

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