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João Rock celebra pluralidade com ícones e novas apostas da música brasileira no interior de SP

"Talvez esse seja o maior ativo nosso. Quando você vai para um festival, você pode ser quem você é. Então, cara, você é livre. (.) Se eu estou a fim de conhecer uma banda nova que eu não conheço ainda, vou lá sentir a vibe dos caras. Quero ficar com os clássicos, eu já consigo cantar, é a trilha sonora da minha vida ou que me marcou por conta disso ou daquilo? Eu tenho essa possibilidade", diz.
Pluralidade de estilos
João Rock 2026 promete 12 horas de shows para 65 mil pessoas
Segundo o organizador, o line-up é sempre o resultado de uma busca que começa meses antes.
"A gente vai acompanhando o trabalho de todos esses grandes artistas, essas grandes bandas, e o lance mais legal do João Rock, o maior desafio, é o equilíbrio entre os palcos, entre o artista consagrado, entre o artista que está começando, o artista que está na estrada e já tem um sucesso, entender o momento de cada artista que eles estão vivendo no ano ou antecipar", diz.
Para Rocci, incorporar artistas que vão além do rock, foi consequência das proporções que o evento tomou. O gênero ainda faz parte da essência do festival, mas o MPB, o rap e o hip-hop atualmente são fundamentais para valorizar a musicalidade do país.
"A gente tem que acertar no tempero, entendeu? O caldo tem que ficar muito bom. Não só o prato principal. Eu acho que essa aí é talvez a grande magia."
Vocalistas do CPM22 e do Detonautas no João Rock 2024 Érico Andrade/g1
O organizador entende que, ao longo dos anos, a decisão de apostar em nomes diferentes precisava de coragem, principalmente pensando na forma que o público iria responder, mas que isso faz parte do crescimento do negócio.
Exemplo disso, segundo Rocci, foi convida a rapper Ajuliacosta. Na estrada há dez anos, ela vive um dos momentos mais consolidados da carreira e estreia no João Rock como uma artista aclamada pelo público.
"A gente está trabalhando, desenhando e escrevendo a edição de 2027. Às vezes você precisa ver um artista que está começando a aparecer agora e falar: 'esse cara tem um potencial gigante e vai estar em um melhor momento em 2027. Vamos apostar?' Vamos."
A recompensa não só vem da credibilidade junto ao público, segundo ele, mas também por parte de artistas como Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, falecido em 2013 e que construiu uma forte relação com o festival em Ribeirão Preto.

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