Ervas marinhas podem virar material de construção Pradarias marinhas: no fundo do mar, elas servem de alimento e abrigo para diversas espécies. Mas, quando chegam à praia, muitas vezes são tratadas como lixo.
Todas as manhãs, equipes fazem a limpeza das praias do Mar Báltico antes da chegada dos turistas. Ao longo de um ano, cerca de mil toneladas dessas plantas são levadas pelas ondas até a costa.
Mas pradarias marinhas também podem servir de matéria-prima para a construção de casas.
É o que faz Vincent Marnitz, que produz um material isolante sustentável. A areia é separada da erva marinha, e ambas são secas com o uso de energia solar.
O projeto conta com o apoio do órgão local de turismo.
Por causa da alta concentração de sal, as ervas marinhas não são inflamáveis. Elas também são resistentes ao mofo e à decomposição. Além disso, conseguem absorver e liberar umidade, o que melhora significativamente a qualidade do ar nos ambientes internos e contribui para a saúde dos moradores.
Os processos de certificação já estão em andamento para que o material seja reconhecido como isolante térmico em toda a Europa.
O projeto já desperta interesse de países do Mediterrâneo, onde as algas também representam um grande desafio de gestão de resíduos. Elas são muito semelhantes às pradarias marinhas e, depois de secas, são praticamente indistinguíveis.





