Membro da OAB pede punição após assassinato de morador de rua em Ribeirão Preto
Vice-presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Ribeirão Preto (SP), Douglas Marques cobra das autoridades investigações para identificar os responsáveis pelo assassinato de um morador de rua nos Campos Elíseos nesta quinta-feira (30).
Este é o segundo caso de violência contra pessoas em vulnerabilidade nas ruas da cidade esta semana. Nenhum suspeito tinha sido identificado ou preso até a última atualização desta notícia.
"Não pode ficar impune. Tem que chegar aos autores desses fatos gravíssimos que aconteceram com esses moradores em situação de rua. (.) Acabam não sendo identificados e essa não identificação dos autores gera uma sensação de impunidade que pode alavancar essas agressões", diz.
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Morador de rua é morto a tiros nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto
Divulgação
Felipe de Oliveira Martins, de 33 anos, foi morto com um tiro na cabeça na tarde desta quinta-feira. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o autor chega de bicicleta, chuta a vítima, faz o disparo e foge.
O crime aconteceu na Rua Alagoas, próximo ao cruzamento com a Rua Padre Euclides. A vítima foi socorrida em estado gravíssimo pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE). A morte foi confirmada pelo hospital.
Homem chuta e atira na cabeça de morador de rua em calçada de Ribeirão Preto, SP
Crimes sem solução
O crime ocorre apenas quatro dias depois que outro morador em situação de rua foi agredido. Cleyton Lima Nogueira está internado no Hospital das Clínicas com 29% do corpo queimado. A suspeita é de que ele tenha sido agredido por um grupo de pessoas, que ateou fogo nele.
Os casos se somam a outros, registrados em abril de 2025, quando uma série de agressões a pessoas na Avenida Caramuru se tornaram alvo de uma investigação no Ministério Público.
Na época, o vice-presidente da comissão de direitos humanos da OAB cobrou apuração do caso, mas os agressores até hoje não foram identificados.
Segundo ele, isso só aumenta a sensação de impunidade e dá margem para novas ocorrências.
" O inquérito, apesar dos esforços, tanto da Polícia Civil, quanto do Ministério Público, acabou não se identificando esses autores. Eu creio que isso seja o grande responsável, essa dificuldade em achar a autoria dessas agressões, por essas novas violações de direito e agressões contra essa população em situação de rua."
Para o representante da OAB, as investigações são apenas uma das obrigações do poder público com relação a pessoas nessas condições.



