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Quem são os sócios de Virginia investigados por elo com Japa do PCC

Os empresários Samara Martins (à direita na imagem em destaque), conhecida como Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na empresa de cosméticos WePink, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP).  O inquérito apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC” (à esquerda na imagem principal).
3 imagensFechar modal.1 de 3Os sócios de Virginia irão prestar depoimento sobre relação com Japa do PCCsociais2 de 3Japa do PCC, Virginia e Samara PinkReprodução / Redes sociais3 de 3O trio Japa do PCC, Thiago e Samara PinkReprodução / Redes sociais

Cronologia da expansão dos negócios

2017: Samara Pink e Karen Mori fundaram a Pink Lash, rede especializada em extensão de cílios e venda de cosméticos;
2018: Thiago Stabile passou a integrar a gestão do negócio, fortalecendo a expansão da franquia;
Entre 2018 e 2021: Samara, Thiago e Karen figuravam como sócios em pelo menos quatro empresas que compunham a estrutura da Pink Lash;
O grupo também investiu em uma empresa de insumos para o mercado de beleza, responsável pelo fornecimento de produtos comercializados nas franquias;
Expansão da marca: Segundo informações divulgadas pelos próprios sócios na época, a Pink Lash abriu cerca de 80 unidades entre 2017 e 2022, sendo ao menos dez no estado de São Paulo;
Em dados divulgados pelos empresários, a rede chegou a registrar faturamento mensal estimado em R$ 50 milhões.

Quem é a “Japa do PCC”
Karen de Moura Tanaka Mori é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro&#8221. apontado pelas autoridades como um dos principais integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista. Ele foi morto em 2018 durante um acerto de contas atribuído à própria facção.
Segundo a linha de investigação da Deic, a “Japa do PCC” teria utilizado recursos provenientes do tráfico nacional e internacional de drogas para investir em negócios do setor de beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada, com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro.
Karen Tanaka Mori foi presa em 2024 por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, ela teria assumido os negócios do marido e desempenhado papel relevante na movimentação financeira atribuída à facção criminosa. Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 1 milhão em dinheiro, além de US$ 50 mil em espécie.
O que é a Sintonia Final
De acordo com as investigações, Wagner Ferreira da Silva integrava a chamada Sintonia Final, considerada a instância máxima de comando do PCC.
Esse núcleo reúne as principais lideranças da facção e seria responsável por decisões estratégicas da organização, incluindo a autorização de grandes operações financeiras, a gestão do tráfico internacional de drogas e armas e a determinação de execuções. Integrar a Sintonia Final significa ocupar um dos mais altos níveis da hierarquia do grupo criminoso.

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