“Foi tudo muito traumático, estou muito abalada”. O relato da dona de casa Bianka Fabíola Martins, 45 anos, resume o desespero vivido por ela após o filho Arthur Fellipe Martins, 9 anos, que tem paralisia cerebral e usa cadeira de rodas, cair de uma escada rolante na Estação Ceilândia Sul da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O menino teve diversos ferimentos, fraturou o fêmur e precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
3 imagensFechar modal.1 de 3Arthur Fellipe Martins, 9 anos, caiu de uma escada rolante na Estação Ceilândia Sul do Metrô-DFMaterial cedido ao Metrópoles2 de 3Arthur teve vários ferimentos devido a quedaMaterial cedido ao Metrópoles3 de 3A cadeira de rodas da criança quebrouMaterial cedido ao Metrópoles
Ao Metrópoles, Bianka contou que voltava para casa, nessa quinta-feira (30/7), com os dois filhos, Arthur e Heitor, de 6 anos, quando passou pela catraca da estação e seguiu até o elevador, mas o equipamento não estava funcionando. Em nota, o Metrô-DF lamentou o acidente e informou que a previsão é de que o elevador volte a operar no domingo. (leia mais abaixo).
“Chegando lá, o elevador [estava] fechado. Fomos subir de escada, como já fizemos algumas outras vezes. Só que, desta vez, as rodinhas da frente da cadeira de rodas do Arthur começaram a bambear e fomos parar lá embaixo”. explica a mãe.
Segundo Bianka, o peso da cadeira de rodas junto ao corpo do filho dificultou a tentativa de segurá-la. Arthur ficou preso sob a cadeira após a queda. Ele fraturou o fêmur e teve ferimentos nos braços e no rosto, sendo necessária tomografia para avaliar ainda uma possível fratura em um dos braços.
“Ele desceu arrastando o rosto e todo o lado direito do corpo nas cerdas da escada rolante. Enquanto isso, eu fiquei pedindo socorro, ajuda, até que apareceu um senhor que trabalha no Metrô e desligou a escada, mas o Arthur já estava praticamente lá embaixo”. afirma.
De acordo com o relato, Arthur ficou preso na “parede” da escada, e só foi possível soltá-lo quando um segundo funcionário do Metrô-DF apareceu.
“Eu só visualizei esses dois funcionários. Creio, então, que só havia eles dois no momento do acidente. Acionamos Samu e Corpo de Bombeiros, mas demoraram muito para chegar”. conta Bianka.
Após o acidente, Bianka e o filho foram levados ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) pela equipe de segurança do Metrô. Segundo ela, ao chegar à unidade, Arthur não recebeu atendimento.
“Chegando lá no HRC, não fomos atendidos. A equipe falou que se eu quisesse aguardar, eu poderia aguardar. Como é que eu ia esperar com uma criança com paralisia cerebral severa em prantos, toda machucada. Eles não tiveram nem um pouco de empatia. Nenhum médico foi olhar meu filho, ele só passou pela triagem“. aponta.





