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Lixo Zero: entenda como funciona a política de sustentabilidade do Capital Moto Week, em Brasília

Capital Moto Week
Uma cidade temporária sustentável, que busca reduzir os impactos ambientais e gerar empregos por meio da cultura. Esse é o objetivo do Capital Moto Week, festival que vai até este sábado (1º) no Parque Granja do Torto, em Brasília.
O maior evento de motos da América Latina completou cinco anos de certificação Lixo Zero. Em 2025, 91,9% dos resíduos que iriam para os aterros sanitários foram reciclados ou serviram de matéria para compostagem.

Esse trabalho envolve cerca de 250 funcionários de cooperativas materiais recicláveis e começa bem antes da chegada do público. Para pensar todo esse processo, nada mais justo que a participação dos catadores na estratégia e execução do projeto.

"Hoje, elas estão integradas à gestão dos resíduos desde o início, realizando a triagem qualificada, contribuindo para a rastreabilidade dos materiais e gerando trabalho, renda e inclusão produtiva”, explica Juliana Jacinto, CEO do Capital Moto Week.

A organizadora destaca que a preocupação vai além dos 10 dias de evento. A conscientização da equipe, marcas parceiras e do próprio público é um dos pilares.

"É uma mudança de lógica. Em vez de enxergar lixo, enxergamos recursos. Hoje podemos dizer que o Capital Moto Week gera adubo, gera matéria-prima para reciclagem, gera renda para cooperativas e reduz significativamente a quantidade de resíduos destinada aos aterros sanitários", explica.
Capital Moto Week oferece serviços de graça na Vila do Bem
Experiência do público Para a dona de casa Sheila Silva, 46 anos, manter o ambiente bem cuidado é essencial no mundo dos motoclubes. Ela e o marido saíram de Recife (PE), e estão acampados na Cidade da Moto desde o dia 20.
"Como eu já separo o lixo na minha casa nos dias da reciclagem, para mim já é um costume bem frequente”, diz.

Ela destaca ainda a geração de renda para catadores e outros trabalhadores de cooperativas.

Sheila Silva, 46 anos, e o esposo vieram de Recife (PE) e estão acampados na Cidade da Moto desde segunda-feira (20).
Gabriella Braz/G1
O motorista Paulo Alexandre, 50, veio de Belo Horizonte (MG) com o filho. É a primeira vez dos dois em um grande festival.

“Eu acho muito interessante a maneira que eles chegam na gente e explicam as coisas, acabamos aprendendo muito com eles”, destaca Paulo sobre as políticas de sustentabilidade. Tornar o evento um espaço de educação ambiental é um dos objetivos da organização, explica Juliana Jacinto. “Nossa experiência mostra que quem participa do festival costuma levar esses hábitos para casa”, comemora.

“Os visitantes encontram um ambiente preparado para facilitar o descarte correto, utilizam copos retornáveis, têm acesso a estruturas específicas para separação dos resíduos e entendem, na prática, como funciona a economia circular”, destaca Juliana.

Caminho da sustentabilidade A primeira etapa é um mapeamento de quantas pessoas devem estar envolvidas nesse processo e a quantidade de resíduos gerados.

"Aqui você tem vários públicos que são fontes geradoras de resíduos, então a gente tem que pensar em toda uma logística para poder conseguir tirar esse material daqui de forma separada”, explica Kadmo Cortês, coordenador do Lixo Zero no Capital Moto Week e vice-presidente do Instituto Lixo Zero.

Alguns desses produtos são separados antes mesmo do descarte. É o caso dos pneus, que contam com uma política de logística reversa nas fornecedoras. Já as madeiras são utilizadas para geração de energia por biomassa.

“A gente faz um esforço maior para poder ter mais de 90% de tudo aquilo que a gente gera para voltar para economia, gerando emprego, renda e uma série de atividades", diz Cortês.
É no Galpão 15 que esse processo inicia. Os resíduos descartados seguem para uma pré-triagem no local, antes de chegar às cooperativas.

Os orgânicos seguem para pátios de compostagem, enquanto os recicláveis vão para a reciclagem.
Motos customizadas chamam atenção no Capital Moto Week
Já os materiais de difícil reciclagem, como papéis metalizados, são desincentivados. Para isso, o festival emite diretrizes de sustentabilidade que devem ser seguidas pelas empresas que prestam serviço na Cidade da Moto.

Além das políticas de lixo zero, o Capital Moto Week busca ser um evento carbono positivo. Isso significa que todos os impactos gerados, desde a montagem do espaço até o deslocamento para o festival, são compensados.

"A gente faz esse cálculo para poder fazer plantios de árvores ou investimento em outros projetos sociais, fazendo essa compensação. Cumprindo assim toda essa cadeia, seja do ambiental, do social e a governança como um todo”, explica Kadmo.

Neste ano, o Moto Week deve gerar cerca de 17 mil empregos diretos ou indiretos. A previsão é que cerca de um milhão de pessoas passem pelo festival até domingo.
Confira as atrações
Palco principal
Barão Vermelho Encontro
Nazareth
Eagle-Eye Cherry
Masters of Voices
Velvet Chains
Marcelo Falcão
Di Ferrero
Tihuana
Raimundos
Matanza Ritual
Supla
Lvcas
Giana
Aline Alves
Bianca Guterres
Ginger and The Peppers
The Jailbirds
Magoo
Rock Story
Proclame
Walk Again
Rock Saloon Royal Enfield
The Mid West Rodeo Band
Cerrado Kentucky
Black Texas
Old is Cool
Tequila Shot Band
Starace
Roadside Gamblers
Old is Cool
Velho Joe e os Capangas
Cerrado Kentucky
The Mid West Rodeo Band
The Fishes Band
Moto Bar Spaten
Valvula
Sol Leles & Banda
Lúpulo & Cereais Não Maltados
IN OUT ROCK
Banda Radio Bla
Popfiction
Hiper Stout
Retropulse
DIOGO BRANKO
Banda Classic Rock
Banda Solange
Fuzo
Lady Bikers Sebrae
Madame 61
Notas da Diversidade
Flash FM
Palco Pepsi
Edu Hessen Banda
AJ Trio
Brega & Rosas
Elvis Presley Cover com Renato Paiva
Celsera Trio
Os Merah
Douglas Bouret
Brega & Rosas

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