Suposta lobista investigada por contratos da UPA de Palmas segue presa após impasse no TJ
O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) suspendeu o julgamento do pedido de liberdade da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência, que apura supostas fraudes no contrato de R$ 139 milhões para gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. Ela permanece presa.
Conforme apurado pela TV Anhanguera, o TJ também pautou os pedidos de liberdade da ex-secretária municipal de saúde Dhieine Caminski e do ex-superintendente Andreis Vicente da Costa. Os processos tramitam em segredo e os resultados não foram divulgados.
Segundo a investigação, Cláudia é apontada como uma das principais articuladoras do contrato para a gestão das UPAs de Palmas. A Polícia Civil e o Ministério Público sustentam que ela atuava como lobista e teria oferecido benefícios a servidores públicos para favorecer a contratação da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.
O desembargador relator, Márcio Barcelos, votou pela concessão da liberdade da empresária mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Em seguida, Luiz Zilmar dos Santos Pires apresentou voto divergente e defendeu a manutenção da prisão, sob o argumento de que a gravidade dos fatos e os riscos à aplicação da lei penal justificam a medida.
Ao tomar a palavra, o desembargador Gilson Valadares pediu vista do processo para analisar o caso com mais profundidade antes de apresentar seu voto. À TV Anhanguera, a defesa da empresária informou que vai aguardar a continuidade do julgamento.





