Documentário sobre a anta destaca legado de conservação iniciado no interior de SP
Considerada a “jardineira das florestas”, a anta (Tapirus terrestris) é um dos símbolos do Pontal do Paranapanema e agora ganha destaque nas telas em um documentário que leva o nome do animal. "Anta – O filme" será exibido gratuitamente neste sábado (1º), às 19h, no Clube Taquarussu, em Teodoro Sampaio (SP). Assista o trailer acima.
A produção chega ao público como uma obra que une ciência, cinema e educação ambiental, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a espécie e reforçar a importância da conservação da fauna brasileira.
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A escolha de Teodoro Sampaio para a primeira exibição aberta ao público tem um significado especial: foi no município que, há 30 anos, nasceu a Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), vinculada ao Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), projeto dedicado à proteção da espécie.
A espécie, ameaçada de extinção, é o maior mamífero terrestre da América do Sul. A anta desempenha papel fundamental na regeneração de ecossistemas ao dispersar sementes pelas áreas onde circula.
Entre as sementes dispersadas estão as de grande porte, principalmente de palmeiras, espécies importantes por sua capacidade de captura de carbono e por possuírem raízes profundas, que podem alcançar o lençol freático.
“Com isso, o animal vai levando essas sementes e, junto com elas, essa diversidade biológica para as diferentes partes desse habitat, plantando floresta, contribuindo para a formação de diversidade. A grande mensagem é que é um animal enormemente responsável pela busca de soluções para as mudanças climáticas de que a gente tem falado tanto e vai falar ainda mais no futuro próximo", analisou Patrícia.
Outra mensagem que o filme busca transmitir é a desconstrução do estereótipo associado à anta. No Brasil, o nome do animal é frequentemente usado de forma pejorativa.
“Outras pessoas associam esse bicho à falta de inteligência. O filme vem também com essa missão de cuidar disso, de fazer com que as pessoas assistam a esse filme, se apaixonem por esse animal, se apaixonem pela causa, se deem conta de que esse animal está longe de ser desprovido de inteligência, muito pelo contrário”, reforçou a coordenadora.
Documentário destaca legado de conservação da anta iniciado em Teodoro Sampaio (SP)
João Marcos Rosa
Para João Marcos Rosa, fotógrafo, jornalista, documentarista e diretor do documentário, o grande desafio na produção foi resgatar o “baú de memórias” produzido pela INCAB ao longo de 30 anos.
“Fazer com que essa trajetória pudesse fazer sentido temporalmente e também no que diz respeito ao objetivo do trabalho. A gente tentou trazer a origem do projeto, que nasce na região do Morro do Diabo, com a busca pela anta”, pontuou João.
Para “costurar” a narrativa e transformar os estudos em uma história acessível ao público, foram necessários três meses de pré-produção e quase um ano de gravações, realizadas entre março de 2025 e fevereiro de 2026, ao longo de seis expedições.
“Foi realmente uma jornada pelos biomas brasileiros; além de também ser um outro componente forte do filme. E em Teodoro Sampaio foi muito especial. Eu acho que essa foi a expedição mais marcante, na verdade, porque foi quando a gente promoveu o encontro, o reencontro da Patrícia com a equipe de origem do projeto”, continuou o diretor.
Isso porque Patrícia está à frente da iniciativa de preservação das antas e morou por quase 15 anos em Teodoro Sampaio.
“Voltar para Teodoro, para as raízes, para onde toda essa história foi parida, foi muito especial Sem dúvida nenhuma de que Morro do Diabo e Teodoro foi a parte mais gostosa de filmar e é a parte, na minha opinião, sem dar spoiler, é uma das partes mais bonitas do filme também”, descreveu Patrícia.
Documentário destaca legado de conservação da anta iniciado em Teodoro Sampaio (SP)
Raquel Alves
Os produtores ainda não têm previsão de quando o filme estará disponível nas plataformas digitais, pois o intuito é, neste primeiro momento, fazer exibições presenciais.





