A fama de que o felino é um animal frio não vem de hoje, mas não é justa. A veterinária Manuela Sena explica que a forma como o gato se relaciona com as pessoas não é a mesma que os cães e também depende da sua história de domesticação.
Sabendo disso, entender os locais do corpo onde o animal prefere ser tocado e identificar os sinais que ele dá ao se sentir desconfortável evita estresse e aproxima o gato da família.
Bagunça excessiva e isolamento indicam estresse em cães e gatos É o bicho! Escovação nos dentes dos gatos evita infecções e graves complicações É o bicho! Gatos amam brincar com caixas e até barbante, mas veterinária faz alerta É o bicho! O que fazer em casa para combater o estresse e a obesidade em gatos Entenda
Os gatos não são animais frios, eles podem ser muito apegados aos tutores, mas não demonstram afeto da mesma maneira que os cães.
Nem todos os gatos aceitam carinho na barriga, já que é um local sensível e pode fazer com que eles se sintam inseguros. Faça carinho na testa, no queixo e nas orelinhas.
Os gatos foram domesticados bem depois dos cães, por isso o comportamento deles ainda é arisco e “selvagem”.
Observar quando eles não estão gostando do carinho é essencial para evitar mordidas e arranhões. Haverão sinais como o pelo se arrepiando e a tentativa de afastamento.
Debaixo do queixo, nas bochechas e no topo da cabeça ficam as regiões onde a maioria dos gatos mais gosta de receber carinho
Domesticação, afetos e os limites do gato no dia a dia
Por ser domesticado há menos tempo, o felino costuma ser mais reservado no dia a dia. Ele se apega à família e sente afeto, mas prefere manter o controle sobre quando e onde receber contato.
A maior parte dos felinos aceita toques na cabeça, no queixo e perto das orelhas. Para a professora Manuela Sena, a história da espécie explica essa atitude, lembrando que “os gatos não são mais frios, na verdade eles só são domesticados há muito menos tempo do que os cães”.
A sensibilidade das patas, da cauda e da barriguinha transforma essas áreas em gatilhos para mordidas, pois mexer nelas faz o gato se sentir inseguro. Embora existam exceções no comportamento de cada um, respeitar o temperamento do pet é fundamental.
4 imagensFechar modal.1 de 4Os gatos são bastante territorialistasGetty Images2 de 4As fitas chamam a atenção dos felinosGetty Images3 de 4Os bichanos podem viver em harmoniaGetty Images4 de 4Oferecer brinquedos interativos deixa o pet entretidoGetty Images
Como ler os sinais de satisfação ou rejeição do gato
Perceber quando o bicho está confortável com a interação ou com o carinho exige atenção aos detalhes do corpo do pet. Sinais como ronronar, fechar os olhos e manter as orelhas erguidas indicam que o gato aprova o contato e se sente seguro no ambiente.
Movimentos nervosos na cauda, orelhas baixas e a tentativa de sair de perto alertam que o limite do animal foi ultrapassado. Manuela destaca a imprevisibilidade nesses momentos, explicando que “se a gente está fazendo um carinho, de repente ele deixou de gostar, ele demonstra ali”.
Observar essa mudança de atitude impede que um momento de carinho termine em arranhões ou reações defensivas. Em momentos de puro relaxamento, o felino pode até mesmo salivar enquanto ganha afeto.
Locais altos e tranquilos servem de refúgio para o gato descansar sem ser perturbado, ajudando no ganho de confiança
Dicas para conquistar a confiança do gato
Aproximar-se de um felino mais arisco exige paciência e estratégias que respeitem o tempo do animal. Permitir que ele tenha um local de refúgio elevado e esperar que a iniciativa de aproximação parta dele são passos essenciais.
Oferecer petiscos e evitar olhar fixamente nos olhos do animal ajuda a criar um vínculo positivo sem gerar estresse na casa. Como reforça a especialista, a regra básica é não invadir o espaço do felino, ressaltando que “se o gato preferir se afastar, respeite essa decisão”.
Com calma e respeito ao ritmo do pet, o gato ganha confiança e passa a conviver com a família de forma muito mais tranquila.





