Anvisa determina recolhimento de queijo
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de dois produtos alimentícios por motivos diferentes: um lote de queijo minas artesanal contaminado por níveis de coliformes acima do permitido e um lote de molho pesto que não informa a presença de um alergênico obrigatório no rótulo. Os produtos não devem ser vendidos nem consumidos.
As medidas foram publicadas nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União e envolvem um recolhimento voluntário realizado pelos próprios fabricantes.
Agora no g1
Queijo apresentou contaminação acima do limite
A suspensão atinge exclusivamente o Queijo Minas Artesanal da marca Militão da Canastra, do lote 42, fabricado em 30 de junho de 2026, com validade até 30 de setembro de 2026.
Segundo a Anvisa, a fabricante Queijaria Militão da Canastra (SIF 5256) informou que iniciou o recolhimento voluntário após uma análise oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificar contagem de coliformes a 30°C e de coliformes termotolerantes a 45°C acima dos limites estabelecidos pela legislação sanitária.
A presença desses microrganismos em níveis elevados pode indicar falhas nas condições de higiene durante a produção ou manipulação do alimento.
O g1 procurou a Militão da Canastra. A reportagem será atualizada se houver posicionamento.
Molho pesto não informava alergênico
A Anvisa também determinou o recolhimento do Molho Pesto Vermelho com Mascarpone, da marca De Cecco, referente ao lote 07225288.
Nesse caso, o problema não está relacionado à qualidade microbiológica do alimento, mas à rotulagem. Segundo a fabricante, a Cia Bel de Alimentos (Festval), o produto não trazia a declaração obrigatória da presença do alergênico nozes na embalagem. Por isso, o lote será recolhido voluntariamente.
A identificação correta de alergênicos é obrigatória porque pessoas com alergia alimentar podem apresentar reações graves ao consumir esses ingredientes.
O que fazer se você comprou um dos produtos?
A orientação da Anvisa é que os consumidores não consumam os produtos dos lotes afetados. Quem adquiriu um deles deve procurar o fabricante ou o estabelecimento onde realizou a compra para obter informações sobre os procedimentos de recolhimento e eventual substituição ou reembolso.





