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Quem é Karyna Shuliak, dentista que foi namorada de Jeffrey Epstein e pode herdar R$ 512 milhões de sua fortuna

Karyna Shuliak e Jeffrey Epstein mantiveram um relacionamento por quase oito anos, segundo o The New York Times.
Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Jeffrey Epstein, bilionário envolvido em um esquema de exploração e tráfico sexual, fez uma última ligação antes de morrer por suicídio em 2019. Do outro lado da linha estava Karyna Shuliak, dentista de 37 anos que pode herdar US$ 100 milhões – cerca de R$ 512 milhões.

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De acordo com uma reportagem publicada pelo The New York Times neste domingo (26), Epstein, que manteve um relacionamento por cerca de oito anos com Karyna, mudou o testamento em 2019 para deixar boa parte do que tinha a ela.

Quando Epstein a criticou por acreditar em "rumores e histórias", ela respondeu:
"Este mundo às vezes é muito cruel e, na maioria dos casos, temos de pagar um certo preço pelas coisas. Preciso dizer que li algumas informações sobre você".

O relacionamento
Segundo o New York Times, Epstein chamava Shuliak de sua "favorita", dizia que a amava e transferiu quase US$ 1 milhão (R$ 5,13 milhões) para ela ao longo dos anos. Ela também passou a ajudá-lo na administração de propriedades e funcionários.
Após permanecer nos Estados Unidos além do período permitido por seu visto, Shuliak obteve o green card depois de um casamento com uma assistente de Epstein. Em 2018, tornou-se cidadã americana.
Os e-mails divulgados pelo governo dos EUA mostram também que o casal discutia por causa dos relacionamentos de Epstein com outras mulheres. Em uma das mensagens, Shuliak escreveu:
"Eu entendo que você precise disso, mas essas coisas não parecem naturais para mim. Elas me parecem, de certa forma, sujas". E completou: "Se não for pedir demais, aproveite isso, mas me mantenha distante."
Segundo o New York Times, em nenhum dos documentos analisados ela manifesta preocupação mais ampla com a forma como Epstein tratava mulheres que mais tarde afirmariam ter sido vítimas dele.
O jornal também destaca detalhes da intimidade do casal. Os dois trocavam e-mails sobre a vida sexual, discutiam o uso de pílulas anticoncepcionais e tratamentos para acne, e Shuliak chegou a comprar produtos de uma empresa de bem-estar sexual voltados para casais.

As mensagens mostram ainda que ela enviava links para vídeos pornográficos a Epstein e que os dois discutiam sobre a frequência das relações sexuais.
Após a morte dele, ela continuou a carreira na odontologia. Em 2025, obteve licença para exercer a profissão no estado de Nova York e passou a trabalhar em um consultório no Brooklyn.

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