A indicação feita pela federação PSol-Rede do nome do vereador Djalma Nery (PSol) como primeiro suplente na candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), ao Senado gerou insatisfação dentro do grupo político de Fernando Haddad (PT), candidato da chapa ao governo de São Paulo.
Vereador mais votado em São Carlos, no interior paulista, nas últimas duas eleições, Nery, de 38 anos, teve sua indicação à vaga oficializada nesse domingo (26/7), durante convenção da federação marcada por tensões e incertezas quanto à definição que se estenderam até o final do evento. O encontro ratificou o apoio do grupo a Haddad.
Nos bastidores, o posto de suplente tem sido bastante disputado pelo fato de o escolhido ter chances consideráveis de assumir a cadeira no Senado pelo estado. Isso porque, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, aliados apontam que Marina é cotada para reassumir uma vaga no ministério do petista, abrindo espaço para o suplente virar o titular do mandato, que tem duração de oito anos.
O PDT, que já oficializou o apoio a Haddad, é o principal insatisfeito com o movimento. A legenda presidida por Carlos Lupi, exonerado do Ministério da Previdência Social no ano passado em meio às revelações da farra do INSS, reivindica o espaço e alega ter um compromisso firmado diretamente com Lula para ficar com uma das suplências.
Para a suplência de Marina, o partido indicou o sindicalista Antonio Neto. Já para a suplência de Simone Tebet (PSB), a outra candidata ao Senado pela chapa, o PDT sugeriu o nome do ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri, aliado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A suplência de Tebet, no entanto, deve ficar com o ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, o advogado Laio Morais (PT).





