Belo Horizonte – As convenções partidárias de Republicanos e PL em Minas não resolveram a principal questão da eleição no estado até agora: se Cleitinho Azevedo (Republicanos), o líder nas pesquisas, será mesmo candidato.
Alguns políticos chegaram até a levantar a possibilidade do senador participar da convenção estadual do PL, realizada nesta segunda-feira (27/7) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), após não ter marcado presença na do seu próprio partido, mas isso não aconteceu. A indefinição do político sobre dar palanque ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) acaba reforçando as tensões internas.
3 imagensFechar modal.1 de 3Flávio Bolsonaro e o senador Cleitinho, cotado como nome do PL para o governo em Minas GeraisJefferson Rudy/Agência Senado2 de 3Marcelo AroWillian Dias/ALMG3 de 3Vittório Medioli em convenção PLThiago Bonna / Metrópoles
O presidente estadual da legenda, o deputado federal Zé Vitor, segura a posição de aguardar que o senador mineiro, que é o favorito de Flávio Bolsonaro, tome uma decisão e que, caso ele decline, só então seja avaliada outro cenário.
Cenário também defendido pelo deputado federal e candidato ao Senado, Domingo Sávio (PL-MG), que alega que os problemas pessoais que Cleitinho está passando também complicam a adoção célere de uma posição
“O PL busca composições no campo da centro-direita e direita e é natural que a gente aguarde o senador Cleitinho, que foi o primeiro a manifestar seu apoio a Flávio Bolsonaro”. defendeu Domingos Sávio.
Quem está no jogo pelo palanque de Flávio em Minas
Cleitinho Azevedo é líder nas pesquisas e primeira opção do PL. Ainda não confirmou se disputará o governo e não participou das convenções do Republicanos nem do PL.
Marcelo Aro (PP) ganhou força como principal alternativa caso Cleitinho desista. A aproximação de Flávio Bolsonaro com a federação União Progressista favorece seu nome.
Vittorio Medioli (PL) representa a possibilidade de candidatura própria, mas perdeu espaço com o avanço de Aro.
Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, continua citado nas conversas internas do PL, mas foi lançado como candidato a deputado federal.
Opções
Em meio à indefinição do senador e a uma busca de Flávio Bolsonaro em se reaproximar da direção nacional da federação União Progressistas, o ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) ganhou força e é visto como a primeira alternativa após Cleitinho.
Segundo políticos do PL, o partido fez uma pesquisa interna que aponta que Aro ganharia a disputa ao Palácio Tiradentes, ficando a frente do petista Patrus Ananias. O estudo ajudou a consolidá-lo como uma alternativa.
Outro nome que vinha sendo cotado, mas perdeu força com o surgimento de Marcelo Aro na disputa, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) criticou a possível aliança com União-PP, expondo as tensões.
“Surreal, porque o PP é controlado pelo Marcelo Aro, que tem um vínculo muito estreito, um vínculo com o Romeu Zema (Novo) e com o Mateus Simões (PSD). Tem que desfazer um casamento para casar com outro, você não pode casar com dois na mesma vez”. criticou o político.
Sobre o aguardo com Cleitinho, Medioli se mostrou descrente em um desfecho positivo frente a recorrente hesitação.
“Então, se não há uma decisão nesses 90 dias, provavelmente não haverá um momento nenhum. Então nós temos que enfrentar essa realidade de enfrentar o momento eleitoral, de organizar o partido, os deputados, todo esse potencial que temos na mão, para poder enfrentar dignamente com chance de grande vitória aqui em Minas Gerais”, afirmou.





