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Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo por IA do pai seja pedido de voto e diz que respeitou lei eleitoral

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, negou que o vídeo criado por Inteligência Artificial (IA) e usado na convenção partidária do Partido Liberal no último sábado (25) seja um pedido de voto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A convenção realizada em São Paulo exibiu um vídeo produzido por IA para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília (leia mais abaixo).

Na gravação, o ex-presidente afirma estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", diz que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência.
Os advogados de Flávio argumentam que o vídeo não violou a lei eleitoral, já que não ocultou o uso da tecnologia empregada e que o público foi avisado de que não se tratava da presença física, de transmissão ao vivo ou de gravação autêntica de Jair Bolsonaro.

"Ora, o avatar reclamado nada mais é do que a versão moderna e tecnológica daquilo que sempre foi usado em eventos partidários e eleitorais como bonecos de papel, imagens em cartazes e até em máscaras, camisas, com mensagens de apoio. Ou seja, o recurso utilizado equivale, funcionalmente, a uma representação audiovisual contemporânea, personagem digital ou 'boneco' tecnológico empregado para expressar mensagem declaradamente artificial" , prossegue.
A defesa acrescentou que a transferência de apoio político entre lideranças — questionada na representação — é prática comum na política brasileira e citou como exemplo peças da campanha presidencial de 2018 com o slogan "Haddad é Lula e Lula é Haddad", além do uso de máscaras de Lula em atos políticos.

O documento, inclusive, traz imagens das campanhas feitas pelo PT naquele momento da disputa eleitoral à Presidência da República. Segundo os advogados, situações semelhantes demonstram que a indicação de sucessores políticos não configura irregularidade. Flávio Bolsonaro discursa; vídeo de Bolsonaro feito de IA é exibido
Reuters; Reprodução/YouTube

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